Cícero Dias

Escada, PE, 1907 – Paris, França, 2003


Um dos mais significativos integrantes da primeira geração de artistas modernos, Cícero Dias participou, em 1928, do Movimento Antropofágico, liderado por Oswald de Andrade. Suas pinturas, desenhos, ilustrações e gravuras transitam pelo figurativismo e pela abstração. Em 1937, perseguido pelo Estado Novo e com apoio de Di Cavalcanti, foi para Paris, onde conheceu Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, que influenciaram fortemente a sua obra. Com este último estabelece um forte laço de amizade, o que possibilita a vinda de Guernica para a Bienal de São Paulo de 1953.


Utilizando-se de cores tropicais, Cícero Dias sempre valorizou a tentativa modernista de combinar os elementos nacionais com uma linguagem universal. Eu vi o mundo... ele começava no Recife é aclamada como obra-prima da sua trajetória e de grande importante na história da arte nacional. Quando exibida ao público pela primeira vez, em 1931, ela causou escândalo devido às imagens de mulheres nuas e mandaram lhe cortar uma parte. Ficou três metros menor, ainda sim com 12 metros de comprimento. No começo de 2014 a obra cobriu uma parede inteira do Museu de Arte do Rio (MAR).

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Óleo sobre tela

92x73cm

Década 60