Emiliano Di Cavalcanti

Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1976


Uma das principais figuras do primeiro grupo de artistas modernos brasileiros, Di Cavalcanti utilizou-se de características do expressionismo, cubismo e surrealismo para retratar temáticas nacionais. Atuando como pintor, desenhista, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista e cenógrafo, participou do círculo moderno paulistano, conhecendo Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Guilherme de Almeida. Em 1922, foi um dos mentores da Semana de Arte Moderna*, fazendo o catálogo e o cartaz do evento e expondo 12 obras.


Entre 1923 e 1925 reside em Paris, onde conheceu a nata da vanguarda artística e literária francesa da época que influenciaram fortemente a sua obra, como Pablo Picasso (1881-1973), Georges Braque (1882-1963), Fernand Léger (1881-1955), Henri Matisse (1869-1954), entre outros. Datam dessa época seus mais conhecidos desenhos e pinturas, assim como o interesse pela mulata brasileira, tema que passa a ser recorrente em toda a sua trajetória artística.


*Semana de Arte Moderna – Realizada em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal, em São Paulo, teve como propósito questionar os conceitos tradicionais do século XIX e mostrar novas tendências nas artes plásticas, música, literatura e arquitetura. Intelectuais e artistas como Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, juntaram-se neste evento histórico para discutir e mostrar ideias inovadoras que se libertavam de disciplinas e tradicionalismos. Várias vertentes sugiram a partir deste movimento modernista como o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta e o Movimento Antropofágico.

Sem titulo

Sem titulo 

Nanquim sobre cartão 

 45 x 38 cm 

1969