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Alberto da Veiga Guignard

24.9.2014 - 29.11.2014

GALERIA ALMEIDA E DALE APRESENTA

GUIGNARD – SONHOS E SUSSUROS


Com curadoria de Denise Mattar, exposição traça panorama da carreira do pintor Alberto da Veiga Guignard. De 23 de setembro a 29 de novembro


No próximo dia 23, terça-feira, a Galeria Almeida e Dale inaugura a exposição GUIGNARD – Sonhos e Sussurros, com curadoria de Denise Mattar. São 48 obras de Alberto da Veiga Guignard, de coleções particulares e institucionais, de diferentes regiões do Brasil e raramente expostas, que permitem uma visão global da produção de um dos maiores ícones da pintura brasileira.


A rica seleção feita pela curadora revela um olhar que destaca a poética do artista, mostrando que, entre nuances e mudanças, o Guignard dos trabalhos fluídos de 1960 já está contido nas obras de traços vigorosos dos anos 1930, com destaque para as paisagens, flores e retratos, além de obras que contemplam a temática religiosa e da natureza morta.


“Em Guignard a figuração é um suporte para a pura emoção estética, toda a obra do artista é uma experiência espiritual. Seus universos são etéreos, instáveis e luminosos. Nas paisagens de sonho nada se revela, tudo é sussurro, e, apesar de marcada por profunda melancolia, a obra de Guignard é doce.” diz a curadora Denise Mattar.


A exposição torna possível um olhar geral sobre a carreira de Guignard, ao juntar obras que dificilmente são expostas ao público. Estão na exposição quadros de coleções particulares importantes, entre elas as de Angela Gutierrez, Ronaldo Cezar Coelho, Airton Queiroz, Israel Vainboim, Paula e Silvio Frota, Yolanda Queiroz e Priscila Freire, e de instituições renomadas, como Fundação Edson Queiroz e Museu Casa Guignard, além da Coleção Roberto Marinho e da Coleção Gilberto Chateaubriand – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.


Do Museu Casa Guignard, em Minas Gerais, vem o imponente quadro Paisagem, de 1947. Com 1,58 m de altura e 2,08 m de largura, a obra é exposta pela primeira vez em uma galeria. As belezas de Minas Gerais também podem ser vistas em Paisagem de Ouro Preto, de 1962, uma das últimas obras de Guignard.

Representações do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, raras pela extrema qualidade, também estão na mostra, assim como Flores, pintado na década de 1940, e Vaso Com Flores e Maçãs, de 1931, considerados alguns dos mais belos vasos de flores de Guignard.


A seleção de retratos também apresenta obras há muito tempo não expostas, como Família Paisagem de Minas, da década de 1930. Retrato de Semiramis (1942), cuja moldura também foi pintada por Guignard, e Retrato de Menina (1935) também estão na mostra.


Jardim-BotânicoBalõesPaisagem
Balões

Balões, 1947

Óleo sobre madeira

50 x 40,5 cm