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Lygia Clark
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Lygia Clark

Sobre

1920, Belo Horizonte, MG, Brasil - 1988, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

A obra de Lygia Clark abarca transformações cruciais na arte da segunda metade do século XX. A artista fez parte de uma geração responsável por ampliar linguagens, estabelecer vínculos com as questões socioculturais e engajar o público na experimentação artística. Além de ter sido uma das pioneiras na abstração geométrica no Brasil, que daria origem ao movimento Neoconcreto, Clark demonstrou desde o início de sua prática uma preocupação com a pintura enquanto objeto e com a relação entre a obra de arte e o espaço real. Gradualmente, seu trabalho passa do suporte bidimensional a experiências tridimensionais e processuais.   

Sua formação se iniciou no final da década de 1940, quando estudou pintura com Roberto Burle Marx no Rio de Janeiro. No início da década de 1950 mudou-se para Paris, onde estudou pintura a óleo sob orientação de Árpád Szenes e Fernand Léger, e apresentou sua primeira individual (1952). De volta ao Brasil, Clark embarcou em um intenso diálogo com artistas que se aproximavam da abstração geométrica. Nesse período, ela participou de exposições com o Grupo Frente, além de ter exibido suas obras na 27ª Bienal de Veneza (1954). Na virada das décadas de 1950 e 1960, Clark começou a explorar os limites entre o objeto de arte e o espaço real, assim como a relação entre a obra e o espectador, lançando as bases para uma pesquisa radical que definiria sua produção futura.   

Entre as inúmeras exposições coletivas das quais Lygia Clark participou, destacam-se as diversas edições da Bienal de São Paulo (1957, 1961, 1963, 1967, 1973, 1979, 1994, 1998 e 2006); e da Bienal de Veneza (1954, 1962, 1968 e 2013), na qual, na 34ª edição, teve uma sala especial dedicada à sua obra. Entre as exposições individuais, foram marcantes aquelas realizadas por instituições como: Louis Alexander Gallery, Nova York, Estados Unidos (1963); Signals Gallery, Londres, Inglaterra (1965); MAM Rio de Janeiro (1963 e 1968); Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, Rio de Janeiro (1980); MAM São Paulo (1999); Itaú Cultural, São Paulo (2013); e Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2024).     

Na última década, a obra de Clark tem sido tema de retrospectivas em instituições internacionais como o MoMA (2014) e o Guggenheim (2020), em um processo de crescente valorização de sua trajetória, que acompanha a inclusão de suas obras em grandes coleções, entre elas: Tate Modern, Inglaterra; MoMA, Estados Unidos; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Espanha; Centre Pompidou, França; e Colección Patricia Phelps de Cisneros, Estados Unidos e Venezuela. Sua obra integra os acervos das principais instituições brasileiras, entre elas a Pinacoteca de São Paulo; MAM São Paulo; MAM Rio de Janeiro; Instituto Inhotim; entre outras. 

Obras
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1958
Planos em superfície modulada “Série B” N. 4
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1956
Composição
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1954
Quebra da Moldura, versão 01
Exposições

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