O trabalho de Adriana Varejão se caracteriza por pesquisas e reflexões sobre o colonialismo e a identidade brasileira, muitas vezes utilizando referências da arte e arquitetura barroca do Brasil e da azulejaria portuguesa. É com apurado faro historiográfico e espírito crítico que a artista produz uma obra visual em que confluem esse passado nacional e suas consequências para a história política, artística e cultural contemporâneas.
A pintura é o meio mais proeminente em sua produção. Nela, apropria-se de diversas referências pictóricas e incorpora elementos como madeira, tecido e azulejos — como referência à azulejaria portuguesa ou à cerâmica chinesa. Nas últimas décadas, a projeção que alcançou lhe rendeu a participação em exposições nacionais e internacionais, como a Bienal de São Paulo, e mostras na Tate Modern em Londres e no MoMA em Nova York.
As mais recentes exposições individuais nacionais e internacionais que Varejão participou são: Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas, Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2022); Por uma retórica canibal, MAM da Bahia, e MAMAM, Recife, Brasil (2019); e Otros Cuerpos Detrás, Museo Tamayo, Cidade do México, México (2018). Entre as coletivas, destacam-se: Vai, vai, Saudade! Notes on Brazil, MADRE Museo, Nápoles, Itália (2024); Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo, Brasil; Brasilidade Pós-Modernismo, CCBB, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Brasil (2022), e Rio de Janeiro, Brasil (2021); Bustes de Femmes: Paris 10th Anniversary Exhibition, Gagosian, Paris, França (2020); Interiorities, Haus Der Kunst, Monique, Alemanha (2019); e Nous les Arbres, Fondation Cartier pour l’art Contemporain, Paris, França (2019).
Entre outras premiações, Adriana Varejão ganhou a Medalha de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, do governo francês; o Grande Prêmio da Crítica na categoria Artes Visuais da APCA, e o prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea) da ABCA. Suas obras encontram-se em coleções de instituições como MoMA, Estados Unidos; Solomon R. Guggenheim Museum, Estados Unidos; Tate Modern, Inglaterra; Fondation Cartier pour l’art Contemporain, França; Dallas Museum of Art, Estados Unidos; Fundação Serralves, Portugal; Hara Museum, Japão; Instituto Inhotim, Brasil; MAM São Paulo, Brasil; e Museu de Arte do Rio, Brasil.