O trabalho de Adriana Varejão se caracteriza por pesquisas e reflexões sobre o colonialismo e a identidade brasileira, muitas vezes utilizando referências da arte e arquitetura barroca do Brasil e da azulejaria portuguesa. É com apurado faro historiográfico e espírito crítico que a artista produz uma obra visual em que confluem esse passado nacional e suas consequências para a história política, artística e cultural contemporâneas.
A pintura é o meio mais proeminente em sua produção. Nela, apropria-se de diversas referências pictóricas e incorpora elementos como madeira, tecido e azulejos — como referência à azulejaria portuguesa ou à cerâmica chinesa. Nas últimas décadas, participou de exposições nacionais e internacionais de grande importância, como a apresentação no pavilhão brasileiro da 61ª Biennale di Venezia, Itália (2026), Bienal de São Paulo, Brasil (1994 e 1998) e em mostras no MoMA, Nova York, EUA (2002) e Tate Liverpool, Reino Unido (1999).
As mais recentes exposições individuais nacionais e internacionais que Varejão participou são: Adriana Varejão: Don’t Forget, We Come from the Tropics, The Hispanic Society of America, Nova York, EUA (2025); Adriana Varejão: histórias moldadas, Gagosian, Atenas, Grécia (2025); Adriana Varejão: suturas, fissuras, ruínas, Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2022); Por uma retórica canibal, MAM Bahia e MAMAM, Recife, Brasil (2019); Otros Cuerpos Detrás, Museo Tamayo, Cidade do México, México (2018); e Transbarroco, The Sowden House, Los Angeles, EUA (2017). Entre as coletivas, destacam-se: Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil, CCBB, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, Brasil (2025); Vai, vai, Saudade: Notes on Brazil, Fondazione Donnaregina per le arti contemporanee – Museo Madre, Nápoles, Itália (2024); Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo, Brasil (2022); Interiorities, Haus der Kunst, Munique, Alemanha (2019); e Nous les Arbres, Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris, França (2019).
Entre outras premiações, Adriana Varejão ganhou a Medalha de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, do governo francês; o Grande Prêmio da Crítica na categoria Artes Visuais da APCA, e o prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea) da ABCA. Suas obras encontram-se em coleções de instituições como MoMA, EUA; Solomon R. Guggenheim Museum, EUA; Metropolitan Museum of Art, EUA; Tate Modern, Reino Unido; Fondation Cartier pour l’art contemporain, França; Dallas Museum of Art, EUA; Fundação Serralves, Portugal; Hara Museum, Japão; MASP, Brasil; Instituto Inhotim, Brasil; MAM São Paulo, Brasil; Museu de Arte do Rio, Brasil; BPD kunstcollectie, Países Baixos; S.M.A.K., Bélgica, entre outras.