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Alfredo Volpi
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Alfredo Volpi

Sobre

1896, Lucca, Itália - 1988, São Paulo, SP, Brasil

Alfredo Volpi é um dos artistas mais consagrados do Brasil graças à originalidade de sua obra e à permanente influência que exerce sobre a pintura moderna e que se estende até a pintura contemporânea. As obras de Volpi se caracterizam pela mescla entre cultura popular e arte erudita, pela criação de um vocabulário formal geométrico, e pelas cores iluminadas, preparadas artesanalmente pelo artista. Volpi nunca se filiou a escolas, apesar de ter dialogado com o movimento concretista, no qual participou como convidado nas exposições nacionais de arte concreta em 1956 e 1957.    

Italiano nascido em Lucca, Volpi mudou-se para São Paulo ainda criança. Trabalhou como encadernador, carpinteiro, entalhador e pintor de paredes. Participou de uma exposição coletiva pela primeira vez em 1925 e, a partir da década de 1930, passou a integrar o círculo de artistas que incluía Francisco Rebolo, Bruno Giorgi e Ernesto de Fiori, e participou do Grupo Santa Helena, importante referência do meio artístico paulistano.  

Suas primeiras obras consistiam em paisagens e cenas de interior de inclinação naturalista, com influências do impressionismo. A vida operária e os anos de atuação como pintor de azulejos instigaram o interesse do pintor pelos temas populares que ganharam corpo em sua produção nos anos de 1940, quando passa a representar figuras religiosas, os festejos populares e as fachadas de arquiteturas vernaculares. 

É a partir dos anos 1950 que sua produção se volta à geometrização, resultando no processo de sintetização formal que se prolongou até final de sua carreira. Neste momento, Volpi se alinha com maior ênfase no circuito formal da arte, tendo sua produção amparada por críticos relevantes do período como Mario Pedrosa e Walter Zanini. Em paralelo, realiza viagens à Europa, importantes para o desenvolvimento de sua linguagem pessoal. 

Das numerosas exposições coletivas das quais participou, destacam-se a presença nas três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1955); na 26ª Biennale di Venezia (1952); e na Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, que passou pela Alemanha, Holanda, Portugal, Espanha, Áustria e França (1960). Na segunda edição da Bienal Internacional de São Paulo, recebeu o prêmio de Melhor Pintura Nacional junto com Di Cavalcanti (1953). Participou de inúmeros Salões de Belas Artes, tanto os de São Paulo como o Nacional do Rio de Janeiro. 

Suas obras integram importantes coleções privadas e públicas internacionais, como: MoMA, EUA, e Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Espanha. No Brasil, obras de Volpi estão nos acervos do MASP; MAM Rio de Janeiro; MAM São Paulo; Pinacoteca de São Paulo; MAC USP, entre outros.    

Obras
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Fachada
Déc. 1960
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Sem título
1976
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Sem título
c. 1958
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s.d.
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