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Amilcar de Castro
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Sem título, 1952 (detalhe) | Foto: Sergio Guerini

Hellersdorf, Berlim, 1998 | Foto: Cortesia da Brasil Arquitetura – SP

CCBB Brasília, 2022 | Foto: Vicente de Mello

Instituto Inhotim, Brumadinho | Foto: William Gomes

Millan, 2008 | Foto: Romulo Fialdini

Amilcar de Castro

Sobre

1920, Paraisópolis, MG, Brasil — 2002, Belo Horizonte, MG, Brasil

A obra de Amilcar de Castro é centrada em uma profunda exploração da forma e da síntese, por meio de esculturas e desenhos sobre papel e tela. O artista teve um importante papel na renovação dos debates artísticos no Brasil a partir da década de 1950, ao incorporar problemáticas postas pelas vanguardas históricas, abdicando da representação e concebendo a escultura a partir do plano. 

Valendo-se de gestos sintéticos e precisos, como o corte e a dobra de chapas de aço, Amilcar confere espacialidade e escala arquitetônica a volumes únicos de matéria, sem adicionar ou subtrair material. As formas e recortes geométricos simples que resultam dessas operações constituem espaços positivos e negativos nas superfícies, criando novas formas e volumes virtuais em relação com o observador. Fruto de uma lógica projetiva e de técnicas industriais, sua obra avizinha a rigidez do material e da racionalidade à leveza e ao movimento. Plasticidade que encontrou, ao longo da carreira do artista, desenvolvimentos em suportes como o vidro, a madeira e o mármore ou, ainda, em densos blocos de ferro, onde o volume passa a ser o principal objeto de pesquisa. 

Amilcar realizou sua formação artística em cursos de desenho e pintura com Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) e de escultura com Franz Weissmann (1911-2005). Em 1952, mudou-se para o Rio de Janeiro e trabalhou como diagramador em diversos jornais. Participou de diversas edições dos prestigiados Salão Nacional de Belas Artes e Salão Nacional de Arte Moderna, entre as décadas de 1940 e 1950, período que marca o reconhecimento oficial de sua carreira artística. Participou da 1a Exposição Nacional de Arte Concreta, apresentada no MAM São Paulo e no MAM Rio de Janeiro. Foi ganhador do Prêmio Guggenheim em duas edições, em 1968/69 e 1970/71. Realizou sua primeira individual em Nova York, na Kornblee Gallery (1969), galeria especializada em arte construtiva, e até então restrita aos artistas norte-americanos.  

Foi o artista homenageado na 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, em 2005; teve salas especiais em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo; além de participar de diversas edições do Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM São Paulo (1972, 1977, 1978, 1981, 1985, 1987). Teve diversas retrospectivas dedicadas ao seu trabalho, das quais destacam-se Esculturas e desenhos, na Pinacoteca de São Paulo (2001); Amilcar de Castro, no MAM Rio de Janeiro (2014); e Amilcar de Castro: na dobra do mundo, no Mube (2021). 

Sua obra integra coleções como MoMA, Estados Unidos; The Museum of Fine Arts Houston, Estados Unidos; The Hakone Open-Air Museum, Japão; Essex Collection of Art from Latin America, Reino Unido; Museu Caracas, Venezuela; Instituto Inhotim, Brasil; Museu da Pampulha, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes, Brasil; MAM Rio de Janeiro; Brasil; MAM São Paulo, Brasil; e Pinacoteca de São Paulo, Brasil. 

Instituto Amilcar de Castro

Textos
Obras
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déc. 1990 [1990s]
Sem título
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1998
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1996
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déc. 1990 [1990s]
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