60ª Bienal de Veneza | Itália, 2024 |Foto: Lorenzo Palmieri
Rigor and Beauty | Guggenheim Museum, Nova York, EUA, 2025| Foto: David Heald
Beatriz Milhazes – Pinturas e Colagens| Pinacoteca de São Paulo, 2008 | Foto: Isabella Matheus
Beatriz Milhazes: Avenida Paulista| MASP, São Paulo, 2020 | Foto: Eduardo Ortega
Beatriz Milhazes é internacionalmente reconhecida como uma das figuras de mais destaque na arte brasileira desde a década de 90. Suas abstrações vibrantes e minuciosas abrangem uma ampla gama de esculturas, instalações, murais e intervenções públicas, colagens, têxteis e, sobretudo, pinturas. Meticulosamente construídas com elementos da paisagem tropical e da cultura brasileira, suas composições criam um diálogo entre precisão e espontaneidade. As formas geométricas que remetem ao imaginário dos movimentos concretista e neoconcreto, em Milhazes formam um amálgama com o Carnaval, a bossa nova e as artes populares e tradicionais, como a rendaria e o bordado. O minimalismo e a superfície unidimensional entram em confluência com a exuberância cromática e múltiplas camadas de texturas. Sua pesquisa no campo da ornamentação abrange desde o barroco sinuoso até os adornos carnavalescos, combinando dinamismo popular e formalização clássica.
Beatriz Milhazes é formada em Comunicação Social e estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, na cidade do Rio de Janeiro, até 1983. No ano seguinte, participa da histórica exposição coletiva Como Vai Você, Geração 80? na mesma instituição, onde mais tarde atuaria como professora de pintura e coordenadora de projetos educacionais, entre 1986 e 1996. Nas décadas seguintes, a artista consolida-se nos circuitos nacional e internacional, participando com frequência de mostras individuais e coletivas em instituições de peso, além de desenvolver projetos especiais em diversos contextos.
Algumas exposições que Beatriz Milhazes participou são: 60ª Bienal de Veneza (2024) e 50ª Bienal de Veneza (2003), Itália; 6th Shanghai Biennale, China (2006); 24ª (1998) e 26ª (2004) Bienal de São Paulo. Entre suas principais exposições individuais, somam-se: Guggenheim Museum, Nova York, EUA (2025); Tate St. Ives, Reino Unido (2024); Turner Contemporary, Margate, Reino Unido (2023); Pace Gallery, Nova York, EUA (2023); Long Museum, Xangai, China (2021); MASP, São Paulo (2020); White Cube Bermondsey, Reino Unido (2018); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal (2012); Fondation Beyeler, Basileia, Suiça (2021); Stephen Friedman Gallery, Londres, Reino Unido (2010) e MoMA, Nova York, EUA (2002). Suas obras estão em coleções como MASP, São Paulo; MAM São Paulo e MAM Rio de Janeiro, Brasil; Metropolitan, MoMA e Guggenheim Museum, Nova York, EUA; Reina Sofia, Madri, Espanha; San Francisco Museum of Modern Art, EUA; Birmingham Museum, Reino Unido; Fondation Beyeler, Basileia, Suiça e Coleção Berardo, Lisboa, Portugal.