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Chen-Kong Fang
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Chen Kong-Fang | Untitled, 1986, detalhe | Foto: Sergio Guerrini

Chen-Kong Fang

Sobre

1931, Tung Cheng, China - 2012, São Paulo, SP, Brasil

Chen-Kong Fang nasceu em 1931 em Tung Cheng, província de Anhui, na China, e migrou para o Brasil em 1951. Em suas obras revela uma visão original e experimental da arte e homenageia a tradição da pintura chinesa, especialmente sua qualidade espiritual. Nelas, são recorrentes elementos como interiores de casas onde se dispõem poucos objetos; ramos retorcidos e árvores movidas pelo vento; composições teatrais onde as coisas parecem animadas, e jogos de escala e de enquadramento que operam uma sutil deformação nos objetos, dotando-os de um caráter vivo e humano. Fang procurava captar as características fisionômicas e espirituais das coisas, revelando aspectos misteriosos dos temas que pintava.

Na adolescência, Fang estudou aquarela e sumi-ê – técnica chinesa que combina pintura em tinta e caligrafia. Em meados da década de 1950, em São Paulo, estudou pintura ocidental com Yoshiya Takaoka, um artista japonês que havia frequentado a Académie de la Grande Chaumière, em Paris. Durante os anos de aprendizado, Fang absorveu referências dos estilos realista e naturalista da pintura ocidental em suas paisagens, retratos e naturezas-mortas. A partir da década de 1960, Fang começou a seguir o seu próprio caminho artístico, desenvolvendo um estilo original enraizado em aspectos da arte chinesa, que se tornaram cada vez mais evidentes à medida que atingia a sua maturidade como pintor.

Sua primeira individual aconteceu em 1959 no Clube dos Artistas Plásticos, em São Paulo, e ao longo de sua carreira realizou diversas outras individuais em espaços como Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, Brasil, e F. Konning Art Gallery, em Schleswig, Alemanha. Entre as exposições coletivas, destacam-se sua participação no 10º Panorama de Arte Atual Brasileira no MAM São Paulo (1978), além de uma série de exposições focadas na obra de artistas brasileiros imigrantes ou de origem asiática, como Exposição dos pintores nipo-brasileiros (1996); Takaoka e seus discípulos (1986); e Imigrantes nas artes plásticas de São Paulo (1976), realizadas no MASP, São Paulo, Brasil. Em 2018, a Pinacoteca de São Paulo retomou o debate sobre a obra de Fang ao incluir o artista em uma coletiva que contava também com obras de Amadeo Lorenzato, Eleonore Koch e diversos artistas contemporâneos. Em 2024, sua obra foi tema da individual Chen Kong Fang: O refúgio, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, no contexto do programa de exposições Diásporas Asiáticas. Em 2025, seu trabalho integrou The Hong Kong Jockey Club Series: Picasso for Asia—A Conversation, no M+, em Hong Kong.

A originalidade de Fang, junto à qualidade espiritual de sua pintura, rendeu ao artista grande prestígio por parte de importantes colecionadores, como Theon Spanudis, organizador da coletiva Arte Transcendente, realizada no MAM SP (1981), da qual Fang participou. Foi nesse contexto, como parte do círculo de Spanudis, que a obra de Fang passou a integrar acervos como os do MAM São Paulo, e do Museu de Arte Contemporânea da USP – MAC USP, Brasil, já na década de 1980. Atualmente, sua obra está presente em diversas coleções particulares importantes, além de acervos públicos como da Pinacoteca de São Paulo, Brasil, M+, Hong Kong, entre outros.

Obras
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Sem título
1978
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Sem título
1986
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Casario
1983

Notícias