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Eleonore Koch
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34a Bienal de São Paulo – Faz escuro, mas eu canto | Fundação Bienal, São Paulo, Brasil, 2021 | Foto: Levi Fanan

Eleonore Koch: Em Cena | Museu de Arte Contemporânea da USP – MAC USP, São Paulo, Brasil, 2024

Casi concreto | Travesia Cuatro, Cidade do México, México, 2024 

Eleonore Koch: espaço aberto | Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro, Brasil, 2023 | Foto: Beatriz Gimenes

Eleonore Koch

Sobre

1926, Berlim, Alemanha - 2018, São Paulo, SP, Brasil

Eleonore Koch foi uma pintora nascida na Alemanha que imigrou para o Brasil na década de 1930. Paisagens, cenas de interior e naturezas-mortas figuram entre os principais gêneros na produção da artista. Em suas obras, Koch dedica profunda atenção ao desenho, à composição e às escolhas cromáticas. Trabalhou majoritariamente com a têmpera ovo, técnica remonta à pintura renascentista, aspecto que agrega singularidade ao seu trabalho, em contraste com a pintura de seu tempo. Em sua obra, objetos, pessoas, paisagens e cenas cotidianas são delicadamente retratados e se prestam mais ao meticuloso ofício da pintura do que a retratar a realidade com representações simbólicas ou alegóricas.   

Depois de uma temporada em Paris, onde viveu e estudou pintura entre 1948 e 1950, Koch retornou ao Brasil e passou a frequentar o ateliê de Alfredo Volpi, artista que a orientou ao longo de anos. Em 1966, Koch participou de uma exposição em Londres, cidade onde passou a viver a partir de 1968. Os parques da cidade logo se tornaram um dos principais temas de suas pinturas, figurando entre as muitas paisagens realizadas ao longo de sua vida. Voltou a viver no Brasil em 1989. Recentemente, sua obra tem despertado crescente interesse tanto dentro quanto fora do país. Seu temperamento introspectivo, de certa forma destacada das tendências estéticas e temáticas de seu tempo, torna sua obra única e fascinante. Hoje, sua pintura é amplamente reconhecida por seu caráter evocativo e sua sutil elegância.   

Em 2009, uma seleção de suas obras foi apresentada no Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, na individual Eleonore Koch: mundo ordenado, exposição que propôs reabrir o debate sobre sua produção. Koch teve destaque na 34ª Bienal de São Paulo (2021), além de ter participado das edições de 1959 e 1967. Ganhou exposições individuais recentes em instituições como MAC USP, São Paulo (2024); MAR, Rio de Janeiro (2022); Fundación Fernando de Castro, Madri, Espanha (2022) e Modern Art, Londres, Inglaterra (2020). Sua obra foi incluída em coletivas em instituições como Museo Madre, Nápoles, Itália (2024) e Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2018). Seu trabalho integra diversas coleções como Tate Modern, Londres, Inglaterra; MAC USP, São Paulo; Pinacoteca de São Paulo e MAM São Paulo. 

Obras
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Carrinho japonês
1961
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Memorial Gardens I
1988
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Mata-borrão e papel amassado
1998
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Awaiting
1971
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Mesa com vaso de flores
1975
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Deserto do Arizona VI
1996
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Marinha com farol
1975
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Late Afternoon in Park
1987
Exposições

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