Ñande Róga — Institute for Studies on Latin American Art, ISLAA, New York, USA, 2023 — foto: Olympia Shannon
Ñande Róga — Institute for Studies on Latin American Art, ISLAA, New York, USA, 2023 — foto: Olympia Shannon
Telas y textos — Institute of Fine Arts, New York University, New York, USA, 2023 — foto: Olympia Shannon
Telas y textos — Institute of Fine Arts, New York University, New York, USA, 2023 — foto: Olympia Shannon
Feliciano Centurión: abrigo — Americas Society, New York, USA, 2020
Feliciano Centurión: abrigo — Americas Society, New York, USA, 2020
33. Bienal de São Paulo — São Paulo, Brasil, 2018 — foto: Leonardo Eloy
O trabalho de Feliciano Centurión é caracterizado pelo uso de tecidos e bordados, campos, por tradição, relacionados à criação feminina e que são centrais para a cultura paraguaia desde a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), ou a Guerra do Paraguai, quando o país perdeu noventa por cento de sua população masculina. Em tecidos bordados, expressava desejos e ideias, como em um diário íntimo. Após seu diagnóstico positivo para HIV, o artista começou a relatar aspectos deste assunto na mesma série, trabalhando em formatos cada vez menores e intrincados.
Centurión cresceu na Argentina, país em que se exilou para escapar da ditadura de Alfredo Stroessner. Em Buenos Aires, mostrou-se figura fundamental no movimento de renovação artística que se desenrolou na década de 1990 ao redor do Centro Cultural Ricardo Rojas. Neste período, a produção artística local ficou marcada pela exploração da subjetividade de diferentes maneiras, muitas vezes incorporando elementos da cultura popular até então considerados kitsch ou inapropriados. Embora sua carreira tenha sido tragicamente curta, Centurión continua sendo uma figura central, mas pouco reconhecida, da história recente da arte contemporânea.
Participou da 13º Bienal de Xangai (2021) e da 5ª Bienal de Cuba (1992) e expôs na Maison de L’Amerique Latine, na França (1996). Entre suas exposições coletivas recentes, destacam-se: 3ª Bienal de São Paulo (2018); Every moment counts – AIDS and its feelings, Henie Onstad Kunstsenter, Høvikodden, Noruega (2022); Eros Rising – Visions of the Erotic in Latin American Art, Institute for Studies on Latin American Art – ISLAA, Nova York, Estados Unidos (2022); e Aó – Episodios Textiles de las Artes Visuales en el Paraguay, MALBA, Buenos Aires, Argentina (2022).
Centurión realizou exposições individuais, como Feliciano Centurión: Abrigo, Americas Society, Nova York, Estados Unidos (2020); Feliciano Centurion: I am Awake, Cecilia Brunson Projects, Londres, Reino Unido (2019); Feliciano Centurión: The Intensities of Beauty, Cultural Centre of Spain Juan de Salazar, Assunção, Paraguai (2013); Previous Papers: sketches and drawings by Feliciano Centurión, Alberto Sendros Gallery, Buenos Aires, Argentina (2012); Feliciano Centurión, Galería Alberto Sendros, Buenos Aires, Argentina (2004).
Foi premiado com o Buenos Aires City Bank Foundation Award, Museo de Arte Moderno, Buenos Aires, Argentina (1996) e o New World Foundation Award, Museo Nacional de Bellas Artes, Buenos Aires, Argentina (1994, 1993, 1992).