Grada Kilomba, Opera to a Black Venus, 2024
Grada Kilomba, Labyrinth, 2024, Kunsthalle Baden-Baden, Baden-Baden, Alemanha. Foto: Stefan Altenburger, cortesia da artista.
Grada Kilomba, Creon and Haemon Act III, da série Heroines, Birds and Monsters, 2020.
Grada Kilomba, 18 Verses, 2022, Pace Gallery, Nova York, EUA. Foto: Cortesia da artista e Pace Gallery.
Grada Kilomba, Compressed Time, 2024, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha. Foto: Joaquín Cortés e Román Lores, cortesia da artista.
Grada Kilomba, Illusions Vol. II, Oedipus, 2020, Tokyo Photographic Art Museum, Tóquio, Japão. Foto: Cortesia da artista.
Grada Kilomba, Table of goods, 2017. Foto: Bruno Lopes e cortesia da artista.
Grada Kilomba, The Dictionary, Pinacoteca de São Paulo, Brasil, 2019. Foto: Cortesia da artista.
De uma forma subversiva e única, a prática artística de Grada Kilomba é centrada no conto de histórias, no qual ela dá forma, corpo, voz e movimento a narrativas silenciadas. Desdobrando-se em performances, encenações, textos, vídeos, esculturas, instalações e peças sonoras, o trabalho da artista interroga criticamente as relações entre conhecimento, poder, repetição e violência, interrompendo o imaginário coletivo.
As suas obras imersivas, com composições poéticas precisas e esculturais, com linhas e formas simples, assim como a presença humana em espaços geométricos e quase vazios, criam o que Kilomba nomeia de “desobediência poética”, na qual a beleza contrasta com o ciclo de violência e repetição histórica. Usando materiais delicados e incomuns como madeira queimada, têxteis, terra, café, açúcar, cacau, barro, vidro e pedras, a sua prática artística cria um encontro minimalista que define a profundidade e a complexidade da obra de Kilomba, frequentemente descrita como um novo minimalismo pós-colonial.
Kilomba integrou exposições internacionais, como Jinan Art Biennale, China (2025); Bienalsur, Buenos Aires, Argentina (2021); BoCA – Biennale of Contemporary Art, Lisboa, Portugal (2021); La Biennale de Lubumbashi VI, Congo (2019); 10. Berlin Biennale, Alemanha (2018); Documenta 14, Kassel, Alemanha (2017); e 32. Bienal de São Paulo (2016). Entre suas exposições individuais destacam-se aquelas realizadas em Instituto Inhotim, Brumadinho (2025; 2024); Museo Reina Sofia, Madri, Espanha (2024); Staatliche Kunsthalle Baden-Baden, Alemanha (2024); Kunsthaus Graz, Áustria (2024); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal (2024); Neon Art Foundation, Atenas, Grécia (2024); Haus der Kulturen der Welt, Berlim, Alemanha (2023); Fitzwilliam Museum, Cambridge, Inglaterra (2023); Palais de Tokyo, Paris, França (2022); Castello di Rivoli, Torino, Itália (2022); Kiasma, Helsinki, Finlândia (2022); Sommerset House, Londres, Inglaterra (2022); Norval Foundation, Cidade do Cabo, África do Sul (2022); Amant Art Foundation, Nova York, EUA (2021); ARos-Aarhus Art Museum, Aarhus, Dinamarca (2021); Museo Universitario Arte Contemporáneo – MUAC, CDMX, México (2021); Tokyo Photographic Art Museum, Japão (2020); Kunsthall Charlottenborg, Copenhagen, Dinamarca (2020); Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2019); PAC-Pavillion Arte Contemporanea, Milão, Itália (2019); Kadist, Paris, França (2019); The Power Plant, Toronto, Canadá (2018); Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT, Lisboa, Portugal (2017); entre outros. Ela foi uma das cocuradoras da 35ª Bienal de São Paulo, Coreografias do impossível, em 2023.
Sua obra integra as coleções de instituições como Tate Modern, Londres, Inglaterra; Royal Dutch Collection, Amsterdam, Holanda; Fitzwilliam Museum Collection, Cambridge, Inglaterra; Rennie Collection, Toronto, Canadá; Hammer Museum, Los Angeles, EUA; International African American Museum Collection, Charleston, EUA; Hessel Museum of Art, Nova York, EUA; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal; Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – MAAT, Lisboa, Portugal.
Kilomba é doutora em filosofia pela Freie Universität Berlin. Em 2023, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade ISPA, em Lisboa, e, em 2024, foi homenageada com a Cátedra Angela Davis da Goethe Universität, em Frankfurt. Grada Kilomba foi professora convidada em várias universidades internacionais, incluindo a Universidade Humboldt de Berlim e a Universidade de Artes Aplicadas de Viena, entre outras.