Carregando Resultados
Gustavo Caboco
Download CV

Kanau’kyba anti-batismo de Makunaimî e pussanga da pedra, 2019–2022 (detalhe)

Manhaba’u: onde toca o invisível | Millan, São Paulo, 2024 | Foto: Julia Thompson

34ª Bienal de São Paulo | São Paulo, 2021 | Foto: Levi Fanan/Fundação Bienal de São Paulo

34ª Bienal de São Paulo | São Paulo, 2021 | Foto: Levi Fanan/Fundação Bienal de São Paulo

34ª Bienal de São Paulo | São Paulo, 2021 | Foto: Levi Fanan/Fundação Bienal de São Paulo

Wapichana povo forte, 2022 (detalhe)

1ª Bienal das Amazônias | Belém, 2023 | Foto: Nailana Thiely

As águas nos chamaram e o pajé Maruwai conversou com as mães das nascentes, 2023 (detalhe)

ouvir àterra | Millan, São Paulo, 2022 | Foto: Ana Pigosso

ouvir àterra | Millan, São Paulo, 2022 | Foto: Ana Pigosso

Um século de agora | Itaú Cultural, São Paulo, 2022 | Foto: Renato Parada

encontros di-fusos, 2022 (detalhe) | Foto: Renato Parada

Coma Colonial — 32º Programa de exposições | CCSP, São Paulo, 2022 | Foto: Artur Cunha

Kuwazaza no Gabinete Português, 2021 | Real Gabinete Português da Leitura, Rio de Janeiro, Brasil

Ka’a Pûera: nós somos pássaros que andam, 60th Venice Biennale – Pavilhão do Brasil — cocurador —  Veneza, Itália

Gustavo Caboco

Sobre

1989, Curitiba/Roraima, Brasil
Vive e trabalha em Cuiabá, Brasil

Gustavo Caboco, do povo Wapichana, atua nas áreas das artes visuais, da literatura e do cinema. Sua produção se desdobra em múltiplas linguagens, como desenho, pintura, têxtil, instalação, performance, fotografia, vídeo, som e texto, constituindo dispositivos para reflexão sobre os deslocamentos dos corpos indígenas, os processos de (re)territorialização e a produção da memória. Sua formação artística foi iniciada ainda na infância, no ateliê de costura de sua mãe, Lucilene Wapichana, que sempre contou a ele sobre a família, a paisagem e as lembranças da maloca do Canauanim, em Roraima, de onde foi levada muito cedo.

O aprendizado com os fios e com as histórias de sua mãe é o fundamento da pesquisa de Caboco, cuja força motriz são os caminhos que conduzem ao território originário, os passos para “à terra retornar”. É nesse trânsito que sua prática artística ganha forma, adensando os fios que conectam a memória da relação ancestral com a terra, essa memória que nada poderá apagar. Parte importante de suas proposições acontecem ainda em espaços educativos, como escolas, universidades, centros culturais, comunidades indígenas e quilombolas, em que o artista propõe atividades práticas de sua pedagogia anticolonial, além de sua pesquisa autônoma em acervos e arquivos museológicos como forma de contraposição às narrativas hegemônicas da colonialidade.

Realizou as individuais Manhaba’u: onde toca o invisível (2024) e ouvir à terra (2023) na Millan, São Paulo, Brasil. Integrou a equipe curatorial do Pavilhão Hãhãwpuá, que representou o Brasil na 60ª Bienal de Veneza (2024). Foi convidado para o encontro indígena aabaakwad no pavilhão Sámi na Bienal de Veneza, na Itália (2023). Iniciou a residência Ateliê-Lavrado e realizou o seminário Fortalecendo Fios, no British Museum, em Londres, Inglaterra (2023). Em 2022, foi artista convidado do 32º programa de exposições do Centro Cultural São Paulo – CCSP, ocasião na qual apresentou a mostra Coma Colonial; desenvolveu um trabalho inédito para o projeto Respiração 25: Devir Indígena, na Casa Museu Eva Klabin, Rio de Janeiro, e realizou a performance encontro di-fuso, na Universidade de Manchester, na Inglaterra, durante o Festival of Latin American Anti-Racist and Decolonial Art.

Suas participações em exposições coletivas incluem: Threads to the South, ISLAA, Nova York, Estados Unidos (2024); Mupotyra: arqueologia amazônica, MuBE, São Paulo, Brasil (2024); Objeto Sujeito, Museu Paranaense, Curitiba, Brasil (2024); Indigenous Histories, Kode Stenersen Museum, Bergen, Noruega (2024); Histórias Indígenas, MASP, São Paulo, Brasil (2023); Um Século de Agora, Itaú Cultural, São Paulo, Brasil (2022); Parábola do Progresso, Sesc Pompéia, São Paulo, Brasil (2022); Atos de Revolta, MAM Rio de Janeiro, Brasil (2022); 34ª Bienal de São Paulo, Brasil (2021); Moquém Surarï, MAM São Paulo, Brasil (2021); Véxoa: Nós Sabemos, Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2020); e VAIVÉM, Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, Brasil (2019).

Sua obra integra coleções de instituições como Denver Art Museum, Denver, EUA; ISLAA, Estados Unidos; Kadist, Paris, França; Museu de Arte do Rio – MAR, Brasil; Museu Oscar Niemeyer, Brasil; Museu da Língua Portuguesa, Brasil; Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Brasil; Museu Paranaense, Brasil; e Pinacoteca de São Paulo, Brasil.

Textos
Obras
Visualizar
|||
2024
Retorno à maloca
Visualizar
||
2024
Kynharyd, fio forte e a saúde das mulheres
Visualizar
|||
2024
Costura é resistência indígena
Visualizar
2021
Kanau’kyba e os caminhos da Borduna Wapichana
Visualizar
|
2023
Pontos de não retorno e as febres nas sementes da savana amazônica
Visualizar
|
2019–2022
Kanau'kyba anti-batismo de Makunaimî e pussanga da pedra
Visualizar
||
2023
As águas nos chamaram e o pajé Maruwai conversou com as mães das nascentes
Visualizar
||
2022
Wapichana povo forte
Visualizar
||
2022
A Borduna Wapichana e o sistema da arte indígena
Visualizar
|
2017-2024
Milho (da série Povo da mercadoria)
Visualizar
|||
2022
Pedra engole peixe ou boca da terra
Visualizar
2021
Borduna Wapichana e Bendegó
Visualizar
|
2024
As pajés seguram a terra, da série AMAZAD
Visualizar
|||
2019
Extensão Wapichana (da série Rede indígena)
Visualizar
2020
Andando em bando no Paraná, da série "Onde está a arte indígena no Paraná?"
Visualizar
||
2023
Makunaima conversa com o espírito do caxiri nos pés de batata doce
Visualizar
2021
Borduna/Bendegó
Visualizar
||
2021
Ela me visitou: Plantando bananeira no céu
Visualizar
2022
Inversões e autonomia (2)
vídeos
Exposições
Publicações

Notícias