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Heitor dos Prazeres
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Heitor dos Prazeres, 36ª Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil. Foto: Filipe Bernt

Heitor dos Prazeres é meu nome | Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Rio de Janeiro, Brasil, 2023 | foto: Fabio Souza

Heitor dos Prazeres é meu nome | Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Rio de Janeiro, Brasil, 2023 | foto: Fabio Souza

Heitor dos Prazeres

Sobre

1898, Rio de Janeiro, RJ, Brasil - 1966, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Heitor dos Prazeres foi um artista plástico, figurinista, compositor e sambista, reconhecido como um protagonista da vida cultural carioca na primeira metade do século 20. Nascido apenas dez anos após a abolição da escravidão no Brasil, transitou entre camadas sociais e manifestações artísticas diversas. Sua vibrante obra visual é marcada pela expressividade das cores e pelo olhar aguçado de um artista que retratou o que viu, sentiu e vivenciou como homem negro no Brasil. O artista deu grande destaque à cultura popular brasileira, retratando festas populares, religiosidade de matriz africana, samba e boemia. Assim, trouxe à tona as incontornáveis implicações políticas das discussões sobre a vida urbana, desigualdade social, afeto e comunidade.

Autodidata, a inserção de Prazeres no ambiente artístico carioca iniciou-se pela via da música. Em meados dos anos 1930, passa a se dedicar também à pintura. Ao colocar em primeiro plano a realidade, sobretudo da população negra, em meio à dominância e imposição dos valores ligados à branquitude colonialista, o artista desafiou o hostil ambiente da elite carioca. O detalhamento nos personagens de Heitor dos Prazeres é produto da observação dedicada às pessoas de seu convívio, habitantes da região entre a Cidade Nova e o Cais do Porto do Rio de Janeiro, área que é conhecida como “Pequena África”. O aspecto documental da sua obra contribuiu para o reconhecimento da região como um dos espaços mais efervescentes da criatividade afrodiaspórica.

Em 1951, conquistou o 3º lugar na 1ª Bienal de São Paulo com Moenda, hoje no acervo do MAC USP. Em 1952, participou da Bienal de Veneza com Mercado e Batuque. Teve Sala Especial na 2ª Bienal de São Paulo (1953-54), quando criou cenários e figurinos para o balé do IV Centenário da cidade. Esteve também nas Bienais de São Paulo em 1957, 1961 e 1979.  Em 1966, representou o Brasil no Festival de Artes Negras em Dakar, no Senegal. Expôs em países como Argentina, Inglaterra, França e Alemanha. Teve retrospectivas em 1999 (Espaço BNDES e MNBA) e em 2023 (CCBB-RJ). Sua obra integrou a 36. Bienal de São Paulo em 2025.  

Presente na coleção do MoMA, Nova York, desde a década de 1940, sua obra faz parte de acervos institucionais que incluem o Centre Georges Pompidou, Paris; El Museo del Barrio, Nova York; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu Afro Brasil Emanuel Araujo, São Paulo; Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, e Fundação Casa Roberto Marinho, Rio de Janeiro, entre outras.

Obras
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s.d.
Sem título
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Déc. 1960
Gaitista
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Déc. 1960
Figura e carro de bois na plantação de cana
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Déc. 1960
Sem título
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Déc. 1960
Sem título
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1965
Sambistas no canavial
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s.d.
Músicos
Exposições
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