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José Antônio da Silva
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José Antônio da Silva

Sobre

1909, Sales Oliveira, SP – 1996, São Paulo, SP, Brasil

Filho de lavradores de cafezais do interior de São Paulo, José Antônio da Silva desempenhou diversos ofícios ligados ao trabalho rural, até mudar-se para a cidade de São José do Rio Preto, onde trabalhou como porteiro em hotéis e outros estabelecimentos. O ciclo do café trouxera a proliferação dos núcleos populacionais no interior do estado, bem como maximização dos centros urbanos, ferrovias e indústrias, que se mesclaram ao mundo rural das economias do algodão, da pecuária e da cana-de-açúcar. Nos anos 1940, as pinturas de José Antonio da Silva sinalizam as mudanças do tecido social nessa região. Suas paisagens muitas vezes incluem figuras de trabalhadores liberais, colonos, fazendeiros e lavradores – seja em cenas de descanso, lazer ou trabalho.    

Em 1946, Silva se informa sobre um concurso de pintura organizado pela Casa de Cultura de São José do Rio Preto. Sem dinheiro para comprar telas, pintou seus primeiros três trabalhos sobre flanela. Eles foram enviados para a mostra e chamaram atenção do júri, composto pelos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e pelo filósofo João Cruz Costa – todos ligados ao modernismo paulista. Apesar do júri ter indicado Silva para receber o primeiro lugar do concurso, a comissão organizadora anulou a decisão e o relegou ao quarto lugar.   

O reconhecimento dos críticos, todavia, renderia frutos duradouros à trajetória de Silva. Apenas dois anos depois, em 1948, recebeu sua primeira mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. As trinta e sete obras apresentadas na mostra eram compostas por paisagens da zona rural de São Paulo: plantações de café, bois, trabalhadores do campo, bem como cenas de violência e flagelo. Em ocasião desta mostra, Pietro Maria Bardi adquiriu dez obras do artista para a coleção do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP.  

Desde o início de sua carreira, Silva participou de diversas exposições coletivas, tais como as três primeiras edições da Bienal de São Paulo (1951, 1953 e 1955) e na sequência também integrou as 6ª, 7ª, 8ª, 9ª edições do evento (1961, 1963, 1965 e 1967). Fez parte das 28ª e 33ª Bienais de Veneza (1955 e 966). Dentre as coletivas mais recentes destacam-se exposições na Almeida & Dale, São Paulo (2022) e Sesc 24 de maio, São Paulo (2022). Realizou individuais recentes em: Musée de Grenoble, Grenoble, França (2025); Pinacoteca de São Paulo (2018); Almeida & Dale, São Paulo (2017) e MAC USP, São Paulo (2013). Na década de 1970, expôs no MASP, São Paulo (1976) e no MAM São Paulo (1970). Possui obras nos acervos de museus como: MAM São Paulo; MASP, São Paulo; MAC USP, São Paulo; MNBA, Rio de Janeiro; Pinacoteca de São Paulo, Detroit Institute of Arts, Detroit, EUA e Musée d’Art Naïf Anatole Jacovsky, Nice, França.

Obras
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1983
Sem título
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1955
Derrubada
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1950
Queimada
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1961
Sem título
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1968
Operação de coração
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1977
Sem título
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1960
Sem título
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1956
Sem título
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