Mario N. Ishikawa é um dos expoentes da arte conceitual no Brasil. Seu trabalho em Arte Xerox, Arte Postal e Offset foi pioneiro ao incorporar “mídias alternativas” como veículos mais acessíveis para produção e circulação do objeto artístico. Também atua como pintor, desenhista e escultor. Desde o início de sua trajetória, no final da década de 1960, optou por utilizar materiais industriais, como chapas de compensado pintadas com tinta automotiva. Nessas obras iniciais, ele aborda temas de teor político e sobre a formação da subjetividade em meio à censura e violência da época.
Ao longo de sua carreira, Ishikawa incorporou elementos visuais de propagandas, revistas em quadrinhos e slogans políticos, valendo-se dessas imagens para criticar discursos ufanistas e denunciar violações de direitos humanos. Nos anos 1980, sua obra passou a abordar temas relacionados à natureza e à transformação da matéria orgânica, utilizando a fuligem e a manipulação do fogo como materiais.
Desde o início de sua carreira integrou importantes coletivas, como a Bienal de São Paulo (1967 e 1989); 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Brasil (1966); Arte Xerox Brasil, Pinacoteca de São Paulo, Brasil (1984); Arte Novos Meios/Multimeios: Brasil 70/80, Museu de Arte Brasileira da FAAP, São Paulo, Brasil (1985); Bienal Brasil Século XX, Fundação Bienal de São Paulo, Brasil (1994); além de diversas coletivas focadas na produção dos artistas nipo-brasileiros.
Entre suas exposições individuais, destaca-se Mario N. Ishikawa: sítio arqueológico, apresentada na Almeida & Dale, São Paulo, no contexto do projeto Perspectivas Transoceânicas (2023). A obra de Mario Ishikawa integra os acervos da Pinacoteca de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP, Brasil; MAM São Paulo, Brasil; Centro Cultural São Paulo – CCSP, Brasil; entre outras.