Vermelho como terra, 2024, detalhe | Foto: Sergio Guerini
Marlene Almeida, 36ª Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil. Foto: Filipe Bernt
Marlene Almeida, 36ª Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil. Foto: Filipe Bernt
Acute Earth – Carlos/Ishikawa, Londres, UK, 2025 – foto: Damian Griffiths
Pesquisa de campo no litoral sul da Paraíba, 1982 | Foto: José Rufino
Passatempo, 1999 | Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha, Berlim, 2000 | Foto: Nino Resende
Ateliê da artista, 2024 | Foto: Fred Jordão
Marlene Almeida é pesquisadora, escultora e pintora, cuja prática fundamentalmente interdisciplinar combina conhecimentos literários, científicos e artísticos na investigação de um objeto comum à sua produção desde a década de 1970: a terra. Em expedições realizadas especialmente ao Nordeste brasileiro, Almeida cataloga e armazena amostras de terras coloridas. As expedições são guiadas por um projeto audaz: o Museu das Terras Brasileiras, que visa à identificação e ao estudo das cores encontradas em diferentes formações geológicas de todo o território nacional. Em sua trajetória, Almeida também se nutriu de extensa atuação na militância ecológica e política. Nesse contexto, fundou e dirigiu o Centro de Artes Visuais Tambiá, onde, durante uma década, coordenou intercâmbios internacionais entre artistas, com destaque para os projetos desenvolvidos em parceria com a Alemanha.
A partir da década de 1980, os trabalhos de Marlene Almeida receberam atenção de parte da crítica nacional e internacional, sendo comentados em textos de Walmir Ayala, Mário Schenberg, Jacob Klintowitz, entre outros.
A artista realizou diversas mostras individuais dentro e fora do Brasil, entre as quais destacam-se sua primeira individual na Fundação Cultural da Paraíba, João Pessoa, Brasil (1979); Passatempo, que teve itinerâncias em João Pessoa e São Paulo, Brasil, além de Brandemburgo e Berlim, Alemanha (1999 e 2000); Grenze, na Galeria Fórum, Berlim, Alemanha (2000); Tempo para o Destino, no Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia – MuBE, São Paulo, Brasil (2013); e, mais recentemente, Veios da Terra, na Flexa, Rio de Janeiro, Brasil (2025); Acute Earth, na Carlos/Ishikawa, Londres, Reino Unido (2025); e Terra Agônica, exposição em dupla com Walter Leblanc, na Fondation Walter & Nicole, Bruxelas, Bélgica (2025).
Entre as exposições coletivas mais recentes das quais participou estão a 36ª Bienal de São Paulo, Brasil (2025); Paisagens temporais: perspectivas em evolução, Almeida & Dale, São Paulo, Brasil (2024); o 38º Panorama da Arte Brasileira, realizado pelo MAM São Paulo no MAC-USP, São Paulo, Brasil (2024); ROOTED – Brasilianische Künstlerinnen, Vilsmeier-Linhares, Munique, Alemanha (2024); a 2ª Bienal Internacional de Arte em Cerâmica de Jingdezhen, China (2023); e Brasilidade pós-Modernismo, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, Brasil (2021).
Seus trabalhos integram diversas coleções particulares e institucionais, entre elas o Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, Brasil; a Pinacoteca da Universidade Federal da Paraíba, Brasil; o Núcleo de Arte da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil; o Instituto Burle Marx, Brasil; e a coleção Vilsmeier-Linhares, Alemanha.