Por meio de esculturas, instalações, vídeos e práticas colaborativas, Michael Rakowitz aborda a História, os dispositivos oficiais de construção de memória, bem como os conflitos sociais e geopolíticos imbuídos em espaços urbanos e em objetos cotidianos. O artista constitui uma certa “etimologia material” ao manter uma metodologia investigativa sobre as contingências específicas de seus projetos, revelando eventos históricos, biográficos e culturais que resultam em imbricamentos complexos de imagens, linguagens e tempos.
Mobilizado por sua ascendência iraquiana-judia, sua obra propõe reaparecimentos que operam como veículo para abordar fluxos migratórios, diásporas, despossessão e, igualmente, como testemunhos da preservação de tradições, da resistência cultural e da construção de coletividade. Sua prática pautada no engajamento com comunidades e no convite à participação, embaça a fronteira entre arte e vida, ultrapassando uma chave unicamente negativa-crítica e se apresenta como ferramenta de construção de esperança e de fortalecimento coletivo.
Rakowitz participou de exposições como Trienal de Aichi, Japão (2025); dOCUMENTA 13, Kassel, Alemanha e Cabul, Afeganistão (2012); 16ª Bienal de Sidney, Austrália (2008); 10ª Bienal Internacional de Istanbul, Turquia (2007); 8ª Bienal Sharjah, EAU (2007); 3ª Bienal de Tirana, Albânia (2005); Transmediale 05, Berlim, Alemanha (2005). Ele também teve exposições individuais em instituições como Acropolis Museum, Atenas, Grécia; Castello di Rivoli, Torino, Itália; Creative Time, Nova York, EUA; Tate Modern, Londres, Inglaterra; The Wellin Museum of Art, Nova York, EUA; MCA Chicago, EUA; SITE, Santa Fé, EUA; Green Art Gallery, Dubai, EAU; Malmö Konsthall e Tensta Konsthall, Suécia; Kunstraum Innsbruck, Áustria; The Graham Foundation, Chicago, EUA; Jameel Arts Center, Dubai, EAU; MoCA Chicago, EUA; Nasher Sculpture Center, Dallas, EUA; REDCAT, Los Angeles, EUA; Whitechapel, Londres, Inglaterra; The Baltic Centre for Contemporary Art, Gateshead, Inglaterra; Barakat Contemporary, Seul, Coreia do Sul, entre outros.
O artista foi selecionado para realizar um projeto inédito no Fourth Plinth na Trafalgar Square, em Londres, de 2018 a 2020. Ele também recebeu os prêmios Nasher Prize (2020); Herb Alpert Award em Artes Visuais (2018); Tiffany Foundation Award (2012); Creative Capital Grant (2008); Prêmio do júri na Bienal de Sharjah (2007); New York Foundation for the Arts Fellowship Grant in Architecture and Environmental Structures (2006); Dena Foundation Award (2003); Design 21 Grand Prix da UNESCO (2002).
Sua obra integra coleções de instituições como British Museum, Londres, Inglaterra; Castello di Rivoli, Torino, Itália; Kabul National Museum, Afeganistão; The Metropolitan Museum of Art, NovaYork, EUA; Museum of Contemporary Art, Chicago, EUA; Museum of Modern Art – MoMA, Nova York, USA; Neue Galerie, Kassel, Alemanha; Smart Museum of Art, Chicago, EUA; Tate Modern, Londres, Inglaterra; UNESCO, Paris, França; and Van Abbemuseum, Eindhoven, Holanda.