Em sua prática, Moffat Takadiwa aborda a cultura de consumo contemporânea e o pós-colonialismo por meio da apropriação de objetos cotidianos descartados. O artista recupera itens como teclados de computador, tubos de pasta de dente, tampas de garrafa e outros resíduos plásticos de centros de reciclagem e aterros para transformá-los em esculturas e peças de parede. Combinando objetos industriais com técnicas manuais de costura, suas obras resultam em ricas composições de cores, formas e texturas cuidadosamente elaboradas que evocam a tapeçaria.
O trabalho de Takadiwa aponta para um mundo interconectado pelo consumo, em que o capitalismo global impõe uma certa homogeneidade aos modos de vida — perceptível na onipresença de certas marcas e formas padronizadas —, enquanto contesta o colonialismo, suas persistências contemporâneas e suas consequências climáticas. De alcance global, sua obra realiza um movimento de recuperação e valorização das tradições do Zimbábue. Fundador do Mbare Art Space, Takadiwa fortalece comunidades locais por meio de práticas coletivas de trabalho, propondo novas organizações formais e de linguagem.
Takadiwa teve exposições individuais em instituições ao redor do mundo, como Recoded Memories, Washington & Lee University, Lexington, EUA (2025); Tales of the Big River, Centre d’art contemporain, Gennevilliers, França (2024); Vestiges of Colonialism, National Gallery of Zimbabwe, Harare, Zimbábue (2023); e Witch Craft: Rethinking Power, Craft Contemporary, Los Angeles, EUA (2021). Sua obra também foi incluída em exposições coletivas de destaque, entre elas a 36a Bienal de São Paulo, Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática (2025); Tukku Magi: Rhythm’s, Latvian Museum of Art, Riga, Letônia (2025); Avantgarde & Liberation, Mumok, Viena, Áustria (2024); Pavilhão da República do Zimbábue na 60ª Bienal de Veneza, Stranieri Ovunque, Itália (2024); Color is the First Revelation of the World, Orange County Museum of Art, Costa Mesa, EUA (2024); signifying the impossible song, Southern Guild, Los Angeles, EUA (2024); Africa Supernova, Kunsthal KAdE, Amersfoort, Holanda (2023); Nous sommes tous des lichens, Musée d’art contemporain de la Haute-Vienne – château de Rochechouart, França (2022); This is Not Africa: Unlearn What You Have Learned, ARoS Museum, Arhus, Dinamarca (2021); Thread., Long Beach Museum of Art, Long Beach, EUA (2019); Stormy Weather, Museum Arnhem, Holanda (2019); Second Hand: Selected Works from the Jameel Art Collection, Jameel Arts Centre, Dubai, Emirados Árabes Unidos (2019); Material Insanity, Museum of African Contemporary Art Al Maaden, Marrakech, Marrocos (2019); e Chinafrika. under construction, GfZK Leipzig, Alemanha (2017).
Suas obras integram coleções como Arsenal Contemporary Art, Canadá; Art Jameel Centre, Emirados Árabes Unidos; CC Foundation, China; CNAP, França; Fondation Villa Datris, França; Fondazione Golinelli, Itália; Fonds d’art contemporain, França; Institute Museum of Ghana, Gana; Institute of Contemporary Art, EUA; King Abdulaziz Center for World Culture, Arábia Saudita; Mumok, Áustria; MACAAL, Marrocos; Roc Nation Collection, EUA.