Montez Magno: Algúria
Exposição individual
Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil, 2023
Montez Magno: Algúria
Exposição individual
Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil, 2023
Montez Magno: Algúria
Exposição individual
Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil, 2023
Exposição individual
Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU), Rio de Janeiro, 1968
Exposição individual
Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU), Rio de Janeiro, 1968
Montez Magno iniciou sua produção nos anos 1950, dedicando-se à poesia. Na década seguinte, passou a transitar por diversas linguagens como pintura, escultura, vídeo e fotografia. Diante da pluralidade de sua produção, Magno se afirmou como um inventor. Em suas próprias palavras, “conceber o inconcebível é uma das tarefas do artista. Se isso acontecer, iremos ‘ver’ o invisível e, quem sabe, vivenciar o inexistente”. A produção de Magno é, portanto, prospectiva de ficções, muitas delas irrealizáveis, como observado em seus desenhos arquitetônicos e urbanísticos, ou nos assim chamados projetos ambientais, que permitem vislumbrar possibilidades de construções espaciais, perceptivas e estimular a vocação especulativa da arte. Sobretudo a partir da década de 1970, sua obra artística assume o anseio de transformação social aliado a utopias estético-políticas.
Na pintura, Montez Magno se vale de elementos simples para elaborar composições que ressaltam o rigor geométrico encontrado na arquitetura vernacular das barracas de feiras ou das casas. O artista sublinhou em suas obras a aliança entre o abstracionismo e a geometria espontânea em trabalhos de matriz popular. Suas pinturas revelam a dimensão existencial do espaço e do vazio como energia criadora. Uma miríade de referências é incorporada pelo artista no percurso de sua obra, desde a espiritualidade orientalista do zen-budismo ao tantra hindu. Montez Magno buscou dialogar com artistas como Giorgio Morandi, Piet Mondrian e Marcel Duchamp, ou ainda, contemporâneos brasileiros como Alfredo Volpi e Lygia Pape.
Suas propostas escultóricas transmutam materiais cotidianos e os rearranjam de modo a instaurar um universo, muitas vezes com pretensões cosmológicas, que os distanciam de sua funcionalidade prática. Suas esculturas muitas vezes experimentam a tensão entre corpo e ambiente, dinamizando as capacidades perceptivas do corpo, seja pela manipulação, frustração ou negação do observador.
Magno realizou sua primeira exposição individual em 1957, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, em Recife, Brasil. E já em 1959, participou da 5ª Bienal de São Paulo. Embora sua obra tenha sido pouco estudada durante o final do século XX, mais recentemente a produção do artista vem ganhando reconhecimento em mostras retrospectivas, como Montez Magno: algúria, realizada na Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2023); bem como na mostra Canto à liberdade, realizada na Galeria Marco Zero, Recife, Brasil (2023). Seus trabalhos integram importantes acervos institucionais do Brasil, como o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Pinacoteca de São Paulo, em São Paulo; e Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro.