Pintor, desenhista e gravador, Paulo Pasta busca construir uma temporalidade na pintura. As cores e as formas em seus trabalhos parecem planificar a percepção da passagem do tempo: diante das telas, o presente coloca-se de uma maneira quase absoluta. As formas e as geometrias representadas nas atmosferas espessas realizadas pelo artista são vagarosamente reconhecidas por um olhar atento do espectador – colocado entre horizontes e obstáculos, que impedem que se veja o espaço da representação com nitidez. A densidade e o tempo criados por Pasta são contrários a qualquer concessão ao mundo prático e a suas necessidades de presteza e prontidão: é no rumor e na abertura ao tempo presente que recai sua poética.
Doutor em artes plásticas pela Universidade de São Paulo, São Paulo (2011), realizou as exposições individuais Precisão e Espírito, Museu Lasar Segaal, São Paulo, Brasil (2026); Passages, David Nolan Gallery, New York, USA (2025); Viagem ao redor do meu quarto, na Almeida & Dale, São Paulo (2025), Pintura de bolso (2023), Correspondências (2021) e Lembranças do futuro (2018), na Millan, São Paulo, e em outras instituições, como: Fundação Iberê, Porto Alegre, Brasil (2024); David Nolan Gallery, Nova York, Estados Unidos (2022); Cecilia Brunson Projects, Londres, Inglaterra (2022); Museu de Arte Sacra de São Paulo, Brasil (2021); Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2018); Palácio Pamphilj, Roma, Itália (2016); Sesc Belenzinho, São Paulo, Brasil (2014); Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil (2013); Centro Cultural Maria Antônia, São Paulo, Brasil (2011); Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil (2008); Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2006); entre outros.
Entre suas participações em exposições coletivas mais recentes estão: Cinco ensaios sobre o MASP – Geometrias, MASP, São Paulo (2025); Além do moderno, Casa Zalszupin, São Paulo (2024); Leste do Éden, Millan e Galeria Estação, São Paulo (2024); Abstração: a realidade mediada, Millan, São Paulo (2022); Os Muitos e o Um, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2016); 30x Bienal, Fundação Bienal de São Paulo, Brasil (2013); Europalia, International Art Festival, Bruxelas, Bélgica (2011); Matisse Hoje, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo (2009); Panorama dos Panoramas, MAM São Paulo (2008); MAM [na] Oca, Oca, São Paulo (2006); 3ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2001); Brasil +500 – Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal de São Paulo, Brasil (2000); III Bienal de Cuenca, Equador (1991), entre outras.
Suas obras integram diversas coleções, entre as quais: Museo Reina Sofía, Madri, Espanha; Pinacoteca de São Paulo; MASP, São Paulo; MAM São Paulo; MAM Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea da USP – MAC USP, São Paulo; Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; Kunsthalle, Berlim, Alemanha; Kunstmuseum Schloss Derneburg, Alemanha; Hall Art Foundation, Holle, Alemanha; e Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto.