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Roberto Burle Marx
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Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, EUA, 1991

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal, 1973

Sala especial Roberto Burle Marx na 5ª Bienal de São Paulo, Brasil, 1959

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Brasil, 2024

Roberto Burle Marx

Sobre

1909, São Paulo, Brasil – 1994, Rio de Janeiro, Brasil

Roberto Burle Marx é reconhecido internacionalmente como um dos principais paisagistas do século XX. Mas sua obra foi além, integrando desenho, pintura, escultura, joalheria, tapeçaria e design. Burle Marx fundiu paisagismo e artes plásticas ao conceber jardins e parques com a mesma lógica compositiva de suas pinturas e desenhos. Com uma percepção estética singular, orquestrava formas orgânicas, cores e texturas para transformar espaços públicos e privados, e por meio de um estilo de contornos sinuosos e matizes vibrantes rompia com a rigidez formal da época. Suas parcerias com os maiores arquitetos modernos do Brasil geraram obras icônicas como os jardins do Ministério da Educação e Saúde em Brasília, com Lucio Costa; o Conjunto da Pampulha em Belo Horizonte, com Oscar Niemeyer; e o Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro, com Affonso Eduardo Reidy.

Pioneiro na defesa dos biomas brasileiros, desde os anos 1930 valorizou e integrou a flora nativa aos seus projetos. Atuou como botânico em expedições pelo Cerrado, Amazônia e sertão nordestino. Suas obras de grande escala, como parques e jardins, democratizaram sua visão estética e anteciparam debates sobre sustentabilidade. A doação de sua residência no Rio de Janeiro para o Governo Federal em 1985, hoje Sítio Roberto Burle Marx, transformou seu refúgio pessoal em valioso patrimônio botânico e paisagístico, uma síntese de sua experiência como artista, paisagista e ecologista.

Na pintura, sua trajetória partiu de uma inspiração figurativa. Retratou a flora brasileira, trabalhadores e figuras populares com um tratamento de grande profundidade humana, que o alinhava a modernistas como Portinari e Di Cavalcanti. Gradualmente integrou soluções formais do cubismo, e sua linguagem se tornou progressivamente abstrata, marcada por cores intensas e composições estruturadas por curvas, linhas e texturas.  

Realizou exposições históricas de suas pinturas e projetos paisagísticos, como as realizadas no MASP, Brasil (1952) e no MAM Rio de Janeiro, Brasil (1963). O reconhecimento internacional evidencia-se em retrospectivas como Roberto Burle Marx: The Unnatural Art of the Garden, no MoMA de Nova York, EUA (1991). Seu legado é continuamente revisitado em mostras como Roberto Burle Marx: uma vontade de beleza na Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2014), Brazilian Modern no New York Botanical Garden, EUA (2019) e Lugar de estar no MAM Rio de Janeiro (2024). Também é notável a presença de seus trabalhos em sete edições da Bienal de São Paulo, Brasil (1951, 1955, 1957, 1959, 1963, 1965, 1975) e três da Bienal de Veneza, Itália (1950, 1970, 1978). Sua obra integrou coletivas desde a histórica Brasil + 500, Mostra do redescobrimento, São Paulo, Brasil (2000) a exposições temáticas recentes, como Crafting Modernity, no MoMA, e Histórias LGBTQIA+, no MASP, ambas em 2024. Seus trabalhos figuram em acervos permanentes de instituições como MASP; MAM Rio de Janeiro; MAC USP, São Paulo, Brasil; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil; Casa Roberto Marinho, Rio de Janeiro, Brasil; MoMA, Nova York, EUA, entre outros.

Obras
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1980
Composição abstrata
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1966
Sem Título
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1970
Sem Título
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1970
Sem Título
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1942
Sem Título
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1982
Abstração em azul e branco
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1938
Terraço Jardim do M.E.S. (Ministério da Educação e Saúde - atual Palácio Capanema)
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1949
Aguadeiras
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1940
Vaso de flores
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1968
Sem título
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