A obra de Rodrigo Andrade é marcada pela investigação profunda e pela livre experimentação com a pintura — em sua dimensão material, visual e histórica. O artista desenvolve uma reflexão contínua sobre seus fundamentos e possibilidades, explorando as relações entre matéria e expressão, gesto e repetição, imagem e sensação. Em sua prática, a superfície pictórica torna-se campo de permanente tensão, em que camadas espessas de tinta se adensam ou se dissolvem, configurando paisagens, espaços, objetos e grafismos em constante movimento. Suas composições, intensas e carregadas, refletem a pulsão e o caráter mutável da vida, assim como seu corpo de trabalho é um testemunho da vitalidade e da elasticidade da pintura contemporânea, incorporando múltiplas referências, técnicas e temas. Entre o rigor conceitual e a manifestação intuitiva, entre a fisicalidade e a iconografia, sua obra busca sempre propor um olhar renovado sobre a história da pintura e sobre sua capacidade de pensar, representar e transformar as dinâmicas do mundo.
O início da trajetória de Rodrigo Andrade se entrelaça à retomada da pintura no Brasil nos anos 1980. Com outros jovens artistas, amigos de escola, formou o notório ateliê Casa 7, que consolidou-se como um grupo e ganhou projeção com mostras em importantes instituições. Entre suas exposições individuais mais recentes estão: Pintura Paisagem, Millan e Almeida & Dale, São Paulo (2022); Rodrigo Andrade – Pintura e Matéria, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2022); Rodrigo Andrade – Pintura e Matéria, Museu Oscar Niemeyer – MON, Curitiba (2022); Criaturas Ornamentales, Galería Hilario Galguera, Cidade do México (2021); Pinturas da era do absurdo, Millan, São Paulo (2020); Pintura e Matéria (1983-2014), Estação Pinacoteca, São Paulo (2017); Pinturas de estrada, Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo (2013); Óleo sobre — intervenção no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo (2010); Pinturas: seleção 99-06, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2006); Projeto Parede, Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM São Paulo (2000).
Andrade participou de inúmeras exposições coletivas, como: 18ᵃ Bienal de São Paulo (1985); Casa 7, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP (1985); 2ᵃ Bienal de La Habana, Havana, Cuba (1986); BR 80 Pintura Brasil, Itaú Galeria, São Paulo (1991); Brasil – La Nueva Generación, Museo de Bellas Artes de Caracas, Venezuela (1991); Viva Brasil Viva, Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, Suécia (1991); 24º Panorama da Arte Brasileira, MAM São Paulo (1995); Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, Centro Cultural São Paulo (1998); 29º Panorama da Arte Brasileira, MAM São Paulo (2005); 80/90 Modernos, Pós-modernos, Etc., Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2007); 29ª Bienal de São Paulo (2010); Lugar Nenhum, Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro (2013); 30 x Bienal, Fundação Bienal de São Paulo (2013); O Espírito de cada Época, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto (2015); Deserto-Modelo “as above so below”, Harold St., Londres, Inglaterra (2015); Troposphere, Beijing Minsheng Art Museum (2017); Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos, OCA, São Paulo (2017); 1981/2021: Arte Contemporânea brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (2021).
Suas obras integram coleções de instituições como o MAM São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo; MAC Niterói; MAC USP; Museu de Arte da Pampulha; e Instituto Itaú Cultural.