Thiago Martins de Melo, Maioral e a horda anticósmica, 2024, acrylic on wood, 250 x 900 cm | 8ª Borås Art Biennial 2024 “Layers, Loops, Lines”. Borås Art Museum [Borås Konstmuseum] (Borås, Suécia) | ph: Hendrik Zeitler
Thiago Martins de Melo, O caminho da serpente ao dragão negro maioral – Para Fernando Pessoa, corrente 49 e corrente 2182 (série “Chama Negra”), 2025, óleo sobre tela e PLA, 215 x 382,5 x 31 cm | Ft: Estúdio em Obra
Thiago Martins de Melo, Maioral e a horda anticósmica, 2025, acrílica sobre madeira, 250 x 900 cm | 8ª Borås Art Biennial 2024 “Layers, Loops, Lines”. Borås Art Museum [Borås Konstmuseum] (Borås, Suécia) | ft: Hendrik Zeitler
Thiago Martis de Melo, Duas Torres, 2021, tinta spray sobre fibra de vidro, resina de poliéster, arame, tubo de cobre; projeções mapeadas e acrílica sobre bandeira do Brasil, 282 x 350 x 63 cm | ft: Estúdio Em Obra
Artista visual e mestre em Psicologia, Thiago Martins de Melo trabalha com pintura, escultura, instalação e animação em vídeo. Sua linguagem visual conjuga diferentes meios em composições visualmente densas e com ênfase na materialidade da pintura. Valendo-se da pintura como ponto de partida, suas telas ou objetos — normalmente de grandes dimensões — narram batalhas, ritos sincréticos e epifanias, aproximando-se do gênero da pintura histórica e da colagem. Transitando entre técnicas expressionistas e realistas, seus trabalhos incorporam volume, objetos de combate, produtos de circulação em massa e imagens em movimento. O artista compõe um esquema meta-narrativo nos quais são retratados episódios de lutas anticoloniais com referências à indústria cultural e à história da arte. O brutalismo do gesto condensa técnicas e visualidades distintas, tornando opaca a percepção imediata das figuras e cenas míticas.
Entre as principais exposições individuais, estão: Cosmogonia Colérica, curadoria de Germano Dushá, Fundação da Memória Republicana Brasileira (Convento das Mercês) e Chão SLZ, São Luís, Brasil (2025); Revoluciones en Relieve: Nuevas Obras de Thiago Martins de Melo, curadoria de Royce W. Smith e Jorge Antonio Fernández Torres, Museo Nacional de Bellas Artes/Arte Universal, Havana, Cuba (2024); Resistência, curadoria de Gunnar B. Kvaran, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil (2023); Necrobrasiliana, curadoria de Denise Mattar, Museu Nacional da República, Brasília, Brasil (2019); Bárbara balaclava, curadoria de Moacir dos Anjos, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Brasil (2016).
Martins de Melo participou de inúmeras exposições coletivas no Brasil e no exterior, destacando: 16ª Bienal de Curitiba, Camuflagens, Museo Oscar Niemeyer – MON, Curitiba, Brasil (2026); Adiar o fim do mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro (2025); Amazônia Açu, Americas Society – AS/COA, Nova York, EUA (2025); 1ª Bienal das Amazônias, Bubuia: Águas como fonte de imaginações e desejos, MAMM – Museo de Arte Moderno de Medellín, Colômbia (2025), Chão SLZ, Maranhão, Brasil (2024) e Centro Cultural Bienal das Amazônias, Belém, Brasil (2023); 8ª Borås Art Biennial, Layers, Loops, Lines, Borås Art Museum, Suécia (2024); 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus, MAC-USP, São Paulo, Brasil (2024); Remedios: Where new land might grow, C3A Centro de Creación Contemporánea de Andalucía, Córdoba, Espanha (2023); Atos de Revolta: outros imaginários sobre independência, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM Rio, Rio de Janeiro, Brasil (2022); 3ª Frestas – Trienal de Artes, O rio é uma serpente, SESC Sorocaba, Brasil (2021); Queermuseu – Cartografias da diferença na América Latina, Santander Cultural, Porto Alegre, Brasil (2017); 20° Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, São Paulo, Brasil (2017); 12ª Biennale de Dakar, The City in the Blue Daylight, Dakar, Senegal (2016); New Shamans: Contemporary Brazilian Arts from the Rubell Family Collection, Rubell Museum, Miami, EUA (2016); Soft Power: Arte Brasil, Kunsthal KAdE, Amersfoort, Holanda (2016); Histórias da Infância, MASP, São Paulo, Brasil (2016); 10ª Bienal do Mercosul, Mensagem de Uma Nova América, Santander Cultural, Porto Alegre, Brasil (2015); Imagine Brazil, DHC/ART Foundation for Contemporary Art, Montreal, Canadá e Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (ambas em 2015), Musée D’art Contemporain de Lyon, Lyon, França (2014) e Astrup Fearnley Museet, Oslo, Noruega (2013); 31ª Bienal de São Paulo, Como (…) coisas que não existem, Pavilhão da Bienal, São Paulo, Brasil (2014); 12e Biennale de Lyon, Entre-temps… Brusquement, et ensuite, Musée D’Art Contemporain, Lyon, França (2013).
Seus trabalhos integram coleções as permanentes: ARoS Aarhus Kunstmuseum, Aarhus, Dinamarca; Astrup Fearnley Museum of Modern Art, Oslo, Noruega; Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Brasil; Instituto de Artes Gráficas de Oaxaca – IAGO, Oaxaca, México; Institute of Contemporary Art – ICA Miami, Miami, EUA; Ilmin Museum of Art, Seul, Coréia do Sul; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM Rio, Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro, Brasil; MASP, São Paulo, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, Rio de Janeiro, Brasil; Museo Nacional de Bellas Artes/Arte Universal, Havana, Cuba; Pérez Art Museum Miami – PAMM, Miami, EUA; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Rubell Museum, Miami, EUA; TBA21 – Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Viena, Áustria; entre outras.