Fantasmagoria — Casa Zalszupin, São Paulo, Brasil, 2025— foto: Ruy Teixeira
Fantasmagoria — Casa Zalszupin, São Paulo, Brasil, 2025— foto: Ruy Teixeira
Fantasmagoria — Casa Zalszupin, São Paulo, Brasil, 2025— foto: Ruy Teixeira
Fantasmagoria — Casa Zalszupin, São Paulo, Brasil, 2025— foto: Ruy Teixeira
Fantasmagoria — Casa Zalszupin, São Paulo, Brasil, 2025— foto: Ruy Teixeira
Fantasmagoria — Casa Zalszupin, São Paulo, Brasil, 2025— foto: Ruy Teixeira
A Carlos/Ishikawa realiza esta exposição coletiva na Casa Zalszupin, a icônica residência modernista do arquiteto Jorge Zalszupin, que viveu no local por quase seis décadas até seu falecimento em 2020. Organizada em colaboração com a ETEL e a Almeida & Dale, a mostra reúne obras de artistas de reconhecimento internacional: Korakrit Arunanondchai, Steve Bishop, Josiane M.H. Pozi, Marlene Almeida e Issy Wood.
Instalada dentro deste marco da arquitetura brasileira, a exposição transforma a casa em palco e personagem — um espaço animado pela memória e assombrado pela ausência. Aqui, a Casa Zalszupin torna-se um corpo ressonante, onde presença e vazio coexistem em delicada tensão. Por meio de pintura, escultura e vídeo, os artistas exploram temas de luto, entropia e a persistência da memória. Suas obras ecoam pelo espaço doméstico, ocupando cômodos uma vez habitados e agora ressignificados, onde a própria arquitetura se torna espectral. Nesta apresentação, o tempo se forma em diversas camadas, memória e materialidade se entrelaçam, ausência e luto ganham forma, e cada obra evoca a sensação de que algo, ou alguém, permanece logo além do alcance. A exposição é uma meditação sobre o que resta: os fragmentos que preservamos, as estruturas que erguemos e a terra que, pacientemente, reivindica tudo de volta para si.