Rayana Rayo apresenta sua primeira individual em São Paulo, na Almeida & Dale Fradique. Com curadoria de Cristiano Raimondi e texto de Ariana Nuala, Ilha reúne um conjunto de cerca de 20 pinturas inéditas, que variam do pequeno formato à grande escala.
Nas pinturas de Rayo, proliferam estruturas orgânicas que estão sempre a tomar corpo, em “uma lógica de frutificação contínua”, como formula Ariana Nuala. Esse crescimento articulado e flutuante produz uma ecologia sugestiva, que não se compromete com a lógica natural, mas abre um intervalo no qual novas possibilidades de construção da vida emergem.
“Não se trata de resistência reativa, mas de uma fertilidade insistente. A ilha, então, já não aparece como porção isolada de terra, mas como ponto de emergência dentro de um campo mais amplo. Cada pintura funciona como uma dessas emergências: um lugar onde algo ganha forma sem se encerrar, onde o que aparece já aponta para o que ainda pode surgir. As ilhas imaginadas se tornam a própria vida, assim como a pulsão dela”, escreve Nuala.