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Vista da exposição

Vista da exposição

Vista da exposição

Emmanuel Nassar

Peixe, 2016

Pintura sobre metal, madeira e grelha de ferro

33 x 68 cm

Emmanuel Nassar

Superposição, 2016

Acrílica sobre tela

40 x 40 cm

Emmanuel Nassar

Sustentável, 2016

Acrílica sobre tela, madeira e ferro

150 x 200 cm

Emmanuel Nassar

Troço 2, 2015

Madeira e metal

26 x 12 x 12 cm

Emmanuel Nassar

Trapclock, 2014

Barras de ferro e mdf

Dimensões variáveis – barra de ferro 37 cm e mdf 18 x 20 cm

Emmanuel Nassar

Chapa 194, 2014

Pintura sobre chapa metálica

90 x 90 cm

Emmanuel Nassar

TrapNoventa, 2014

Pintura sobre chapa de ferro

55 x 65 cm

 

Emmanuel Nassar

L´air du monde, 2013

Pintura sobre ferro, grafite sobre papel, madeira e pedra

20 x 54 x 10 cm

Emmanuel Nassar

Lamparinas, 2016

Acrílica sobre tela

130 x 180 cm

Emmanuel Nassar

Conect, 2016

Acrílica sobre tela

40 x 40 cm

Emmanuel Nassar

Vestido, 2016

Pintura sobre chapa metálica, arame e madeira

143 x 43 x 20 cm

Emmanuel Nassar

Lata, 2015

Pintura sobre chapa metálica e madeira

53 x 40 cm

02/04 – 30/04/16

Fradique 1360

Emmanuel Nassar
Trabalhos recentes

Sobre

02/04 – 30/04/16

Fradique 1360

Emmanuel Nassar recria, no espaço original da galeria, uma espécie de jogo no qual mescla trabalhos de diferentes épocas e em diferentes suportes, potencializando algumas das questões que movem sua investigação há décadas. Profundamente irônico e avesso às classificações de sua obra a partir de critérios como data, técnica ou até mesmo autoria, o artista paraense – que se divide atualmente entre São Paulo e Belém – decidiu transformar a maior parede da galeria em estrutura para uma grande e ritmada colagem, composta por elementos diversificados. Trata-se de uma referência direta ao processo de trabalho do artista, que absorve, recria e reconstrói elementos do seu cotidiano, lançando mão de diferentes técnicas e estilos compositivos. “Quis mostrar como coisas aparentemente separadas podiam se unir sob meu olhar”, explica.

Percorrendo as ruas e mercados paraenses em busca de material ou estímulo, recolhendo e reelaborando objetos como brinquedos ou restos de instalações elétricas, chapas de ferro marcadas por escritos, desenhos e marcas do tempo, pedaços de madeira, fios e panos, Nassar acabou por desenvolver um processo criativo único, marcado pela ironia e por um leve acento crítico. Fotografando, recombinando ou simplesmente se alimentando desses índices – geométricos, cromáticos ou simbólicos –, acaba dando corpo a uma espécie de circo mambembe, impreciso porém desafiante. Como define Ligia Canongia, trata-se de uma “apropriação de signos e técnicas populares”. O que não significa de forma alguma um “elogio da precariedade ou da inocência”.