Para a ARCOlisboa 2026, a Almeida & Dale (São Paulo) apresenta obras que investigam a materialidade da pintura e tradições de representação em diferentes suportes. Compõem esta seleção os artistas brasileiros Dudi Maia Rosa, Henrique Oliveira, Maxwell Alexandre e Amadeo Luciano Lorenzato. Ao difundir múltiplas perspectivas e aproximações entre olhares diversos, a galeria dá continuidade ao seu compromisso no impulsionamento da produção de artistas contemporâneos e legados históricos nos cenários nacional e internacional.
Pintor, desenhista e professor, Dudi Maia Rosa (1946, Brasil) é uma referência na abordagem experimental da pintura. Um eixo fundamental da sua obra estabeleceu-se ainda na década de 80, em investigações pictóricas com resina sintética e fibra de vidro. Translucidez, espacialidade, textura e tonalidade são alguns dos aspectos da visualidade que esses objetos híbridos, limiares entre pintura e escultura, mobilizam.
O ordenamento de grandes volumes de matéria é um procedimento central tanto nas instalações de larga escala de Henrique Oliveira (1973, Brasil) como nos seus trabalhos em dimensões compactas. A madeira crua que remete a materiais de descarte — comuns no ambiente urbano brasileiro, e emblemáticos desde os seus primeiros trabalhos — ou as construções de papel machê com aspecto de massas sólidas de tinta à óleo compõem volumes complexos, sinuosos, em uma composição que traz à tona noções de movimento e elasticidade.
Maxwell Alexandre (1990, Brasil) iniciou a série Clube em 2020, quando passou a frequentar o Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea, bairro nobre do Rio de Janeiro e vizinho à Rocinha, favela onde nasceu e cresceu. Foi nos pátios do clube que o artista voltou sua observação aos corpos brancos, criando um ponto de inflexão em sua obra — até então marcada pela representação exclusiva de pessoas pretas — que culmina na elaboração do conceito de “figuração branca”.
Ao longo de sua carreira, Amadeo Luciano Lorenzato (1900—1995, Brasil) produziu um extenso conjunto de pinturas que percorrem temas como a natureza, a paisagem urbana, naturezas mortas, retratos e cenas do cotidiano, com um viés moderno e original. Influenciado também pelas artes decorativas em seu processo criativo, Lorenzato adaptou diversas técnicas de decoração de paredes para atingir efeitos únicos em suas obras, como a raspagem da superfície da pintura, a fim de obter acabamentos dinâmicos que se tornaram paradigmáticos em sua produção.
A Kubikgallery (Porto e Lisboa) divide o stand com a Almeida & Dale, apresentando artistas do seu acervo.