Frieze Masters 2025 — Londres, UK — foto: Mikhail Mishin
Frieze Masters 2025 — Londres, UK — foto: Mikhail Mishin
Frieze Masters 2025 — Londres, UK — foto: Mikhail Mishin
Frieze Masters 2025 — Londres, UK — foto: Mikhail Mishin
Frieze Masters 2025 — Londres, UK — foto: Mikhail Mishin
Frieze Masters 2025 — Londres, UK — foto: Mikhail Mishin
Frieze Masters 2025 — Londres, UK — foto: Mikhail Mishin
Na Frieze Masters 2025, a Almeida & Dale e a Travesía Cuatro apresentam um solo de Eleonore Koch no estande S09.
A curadoria abrange o período mais prolífico da artista, entre os anos 1960 e 1980, profundamente ligados à sua vida londrina. Nesses trabalhos — desenhos e pinturas — emergem suas constantes explorações do Regent’s Park, testemunho de um envolvimento íntimo com a cidade.
Nascida em uma família judaica em Berlim, Koch fugiu da perseguição nazista e encontrou refúgio em São Paulo na década de 1930. Sua formação artística teve início sob a orientação de Alfredo Volpi (1896, Lucca, Itália – 1988, São Paulo, Brasil) e foi posteriormente enriquecida por duas décadas transformadoras em Londres. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu um corpo de trabalho que desafia classificações fáceis e rígidas.
Trabalhando sobretudo com têmpera a ovo, Koch construiu composições que equilibram o cotidiano e o extraordinário. Paisagens urbanas, cenas de parques, vistas marítimas e naturezas-mortas aparecem como temas recorrentes, impregnados, porém, de uma dimensão transcendente que eleva o ordinário ao atemporal. O uso de pigmentos artesanais e a precisão técnica conferem às telas uma presença luminosa e etérea.
Essas obras revelam a maturidade alcançada pela artista em Londres, marcada pela maestria na técnica e por uma abordagem íntima e contemplativa. Cenas urbanas familiares se desdobram em variações cromáticas e compositivas, convertendo-se em visões de uma beleza quase sobrenatural.
A prática de Koch desestabiliza narrativas convencionais da história da arte, tanto brasileira quanto internacional. Sua obra convida a aproximações com artistas como Giorgio Morandi e Alice Neel, cujo reconhecimento pleno também se consolidou postumamente. Hoje, o legado de Koch alcança a visibilidade há muito merecida: de sua proeminente participação na 34ª Bienal de São Paulo (2021) e da individual na Modern Art, em Londres (2021), até a grande retrospectiva no MAC USP, em São Paulo (2024).
Veja a seleção completa de obras no estande S09 da Frieze Masters, de 15 a 19 de outubro, que acontece no Regent’s Park, em Londres.