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Frieze New York

13/05 – 17/05/26

Estande D08
The Shed
Frieze New York
Sobre

13/05 – 17/05/26

Estande D08

The Shed

Uma colaboração entre Almeida & Dale (São Paulo) e François Ghebaly (Los Angeles | Nova York), nossa apresentação para a Frieze New York 2026 reúne artistas de ambas as galerias, traçando afinidades entre contextos culturais e gerações distintos. A exposição apresenta Alex Červený, Amadeo Luciano Lorenzato, Beatrice Arraes, Jaider Esbell, Maxwell Alexandre, Rubem Valentim, e Vivian Caccuri pela Almeida & Dale, ao lado de Ann Leda Shapiro, Brooklin A. Soumahoro, Christine Sun Kim, Farah Al Qasimi, Joeun Kim Aatchim, Maia Ruth Lee, Patricia Iglesias Peco, e Victoria Gitman pela François Ghebaly, além de Emily Kam Kngwarray, Kahlil Robert Irving, Melike Kara e Tony Matelli. A seleção abrange diversas mídias, escalas e técnicas, articulando a abstração gestual e simbólica com figuração. Entre os temas centrais estão linguagem, identidade e as dimensões poéticas e simbólicas da natureza. As obras também percorrem intersecções entre abstração e espiritualidade, investigações sobre som e percepção, e formas íntimas de retrato, desenho e narrativa diarística.

As imagens de Alex Červený (n. 1963, Brasil) são resultado de amplo rigor técnico e desenho meticuloso, associados a uma inquieta pesquisa visual que o artista realiza em notas autobiográficas, mapas, enciclopédias, almanaques, música de todo tipo, cultura pop, cosmogonias e jornadas à alteridade.

Amadeo Luciano Lorenzato (1900–1995, Brasil) foi um pintor e escultor que observou atentamente o seu entorno a fim de criar paisagens, vistas urbanas, retratos e cenas cotidianas. Seu estilo único, muitas vezes próximo à abstração, floresce com a experimentação material e formal.

Ao longo de quase seis décadas, a prática artística de Ann Leda Shapiro (n. 1946, EUA) entrelaça temas de vida, morte, gênero e corpo com meditações sensíveis sobre o mundo natural. Noções relacionadas à interconectividade estão no cerne do trabalho de Shapiro, no qual ela recorre a referenciais da ciência, da psicologia e da espiritualidade para investigar camadas de significado.

Beatrice Arraes (n. 1989, Brasil) retrata nas suas pinturas a óleo paisagens naturais e urbanas conectadas ao mundo interior. Fragmentos de lugares e práticas que resistem ao avanço tecnológico criam um nostálgico descompasso temporal, em uma tentativa de preservar um mundo por meio da pintura.

Nascido em Paris e radicado em Los Angeles, o pintor e artista visual Brooklin A. Soumahoro (n. 1990, França) combina um entendimento intuitivo da cor e da linha com extraordinária disciplina e precisão técnica. Fundindo com harmonia padrões geométricos rigorosos com campos de cor vibrantes, Soumahoro cria superfícies densas que se comportam como limiares visuais.

Christine Sun Kim (n. 1980, EUA) desenvolveu uma prática que examina como o som e suas políticas operam na sociedade, desconstruindo esse funcionamento e explorando como as línguas orais atuam como moeda social. Notação musical, linguagem escrita, infográficos, Língua de Sinais Americana (ASL), o uso do corpo e o humor estrategicamente empregado são elementos recorrentes em seu trabalho.

A anciã e guardiã ancestral do povo Anmatyerr Emily Kam Kngwarray (c. 1914-1996, Austrália), nos prolíficos oito anos de pintura profissional ao final de sua vida, produziu telas nas quais traçados vitais parecem se expandir além dos códigos de seu clã, em abstrações de marcações cerimoniais e imagens da flora e fauna de seu país.

Fotógrafa, performer, musicista e videoartista Farah Al Qasimi (n. 1981, Emirados Árabes Unidos) captura a relação vertiginosa entre cultura material, mídia globalizada e sociedade contemporânea. Ao examinar estruturas de poder, gênero, (pós)colonialidade e estética do consumo em um mundo interconectado, seu trabalho muitas vezes transmite uma geografia estranha, ao mesmo tempo específica e sem lugar definido.

Jaider Esbell (1979–2021, Brasil) foi um artista, educador e ativista Macuxi. Estruturada em diálogos transversais com artistas e cosmologias indígenas, sua obra marca um momento crucial para a Arte Indígena Contemporânea e a cena contemporânea brasileira.

Em uma ampla gama de mídias em constante expansão, o que inclui pintura, gravura, livros de artista e instalações multimídia, Joeun Kim Aatchim (n. Coreia do Sul) concentra-se em um estudo inquisitivo e abertamente idiossincrático sobre memória, linguagem e autorreflexão.

Kahlil Robert Irving (b. 1992, EUA) cria assemblages com esculturas compostas de réplicas de objetos cotidianos e sobreposições de imagens. Trabalhando sobretudo com a cerâmica, Irving problematiza a história desse suporte, e as formas pelas quais sistemas de controle, opressão e antinegritude operam.

Maia Ruth Lee (n. 1983, Coreia do Sul) construiu um elegante léxico visual que aborda as complexidades do eu em tempos de dissonância e globalização. A migração está no centro de sua experiência, com um interesse fundamental em linguagem, tradução, símbolos e signos permeando toda a sua obra.

Por meio de citação, apropriação e associação de imagens e símbolos, bem como do uso de materiais de valor emblemático e biográfico, Maxwell Alexandre (n. 1990, Brasil) constrói uma mitologia pictórica que confronta estruturas sociais, os limites da experiência estética, categorias institucionais e hierarquias da arte contemporânea.

As pinturas em óleo, tinta e café de Melike Kara (n. 1985, Alemanha) compõem um estado de transformação fluida, onde forma e vazio se entrelaçam e as distinções entre o eu e o mundo se dissolvem. Utilizando o café como meio e metáfora, a artista permite que o pigmento e a água escorram e se fundam, criando superfícies onde traços emergem sem determinação ou controle.

A obra de Patricia Iglesias Peco (n. 1974, Argentina) sintoniza-se com o dinamismo do mundo natural ao retratar em tinta a óleo jardins exuberantes de flora e fauna — corpos vegetais capturados em gestos intensos de florescimento e decadência, uma coreografia de começos sem fim.

Rubem Valentim (1922–1991, Brasil) esmiuçou cores e formas geométricas associadas aos Orixás em suas pinturas, gravuras, relevos e esculturas, transcendendo uma abordagem formalista da imagética religiosa, enquanto mantinha uma forte conexão com suas origens e significados.

Tony Matelli (n. 1971, EUA) é conhecido por suas instigantes esculturas hiper-realistas. Com aguçada percepção de seus materiais e uma dedicação rigorosa à verossimilhança, suas obras reproduzem os detalhes de objetos cotidianos, redirecionando a atenção para a vulnerabilidade e precariedade dessas peças.

Victoria Gitman (n. 1972, Argentina) cria pinturas a óleo diminutas, quase joias, que investigam ideias ligadas ao ilusionismo, ao sensorial e a histórias da alta abstração. Partindo de objetos encontrados e vintage, como acessórios e tecidos intrincados, ela elabora imagens meticulosamente realistas que interligam sentidos físicos e visuais.

Os objetos, instalações e performances de Vivian Caccuri (n. 1986, Brasil) investigam o som e a música, ao passo que desafiam percepções enraizadas na cultura e nas estruturas cognitivas. Mesclando dados científicos e ficção, ela também se aprofundou no estudo e na ressignificação de mitologias sobre a aversão humana a mosquitos e outros insetos.

Obras
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Beatrice Arraes
Estudos em recortes
2025
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Vivian Caccuri
O Impossível Ampliado
2025
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Patricia Iglesias Peco
La Hierba de la Pampa
2026
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Emily Kam Kngwarray
Sem título (alhalkere)
1993
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Maia Ruth Lee
B.B.Carmine 1-2
2025
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Jaider Esbell
Sem título
2021
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Ann Leda Shapiro
Waterfall
2017
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Maxwell Alexandre
Sem título
2026
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Alex Červený
Mitologia grega para meninas (Cnossos)
2025
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Christine Sun Kim
Small Mind Touch
2025
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Victoria Gitman
Sem título
2026
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Rubem Valentim
Emblema-87
1987
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Tony Matelli
Arrangement
2026
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Amadeo Luciano Lorenzato
Sem título
1975
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Melike Kara
a prayer
2026