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Independent NY 2026 — Nova Iorque, EUA — foto: Lance Brewer

Independent NY 2026 — Nova Iorque, EUA — foto: Lance Brewer

Independent NY 2026 — Nova Iorque, EUA — foto: Lance Brewer

Independent NY 2026 — Nova Iorque, EUA — foto: Lance Brewer

Independent NY 2026 — Nova Iorque, EUA — foto: Lance Brewer

Independent NY 2026 — Nova Iorque, EUA — foto: Lance Brewer

14/05 – 17/05/26

Estande 303
Pier 36 — 299 South Street New York, EUA
Independent
Sobre

14/05 – 17/05/26

Estande 303

Pier 36 — 299 South Street New York, EUA

Para a Independent 2026, em Nova York, a Almeida & Dale e a David Nolan Gallery unem-se para apresentar uma exposição de Miguel Rio Branco e Chakaia Booker, dois artistas consagrados em suas linguagens. Embora essa aproximação pareça inesperada à primeira vista, a exibição destaca como cada artista desenvolve sua prática — seja na fotografia ou na escultura — para criar obras de grande impacto visual e simbólico, que dialogam profundamente com o contexto em que se inserem.

Radicado no Rio de Janeiro, Miguel Rio Branco nasceu em Gran Canaria, na Espanha, filho de um diplomata, e cresceu entre o Brasil e vários outros países. Nesta apresentação, que reúne obras de 1985 a 2011, sua abordagem pictórica em relação à fotografia, com profunda atenção à cor, ao ritmo e à composição, é colocada em evidência. Radicado no Rio de Janeiro, Miguel Rio Branco nasceu em Gran Canaria, na Espanha, filho de um diplomata, e cresceu entre o Brasil e vários outros países. Nesta apresentação, que reúne obras de 1985 a 2011, sua abordagem pictórica em relação à fotografia, com profunda atenção à cor, ao ritmo e à composição, é colocada em evidência. Por meio de um uso sensual e exuberante da cor e da sombra que evoca o barroco, bem como da justaposição de temas e cenas se aproximando do surrealismo, Rio Branco constrói densas narrativas visuais. 

A apresentação permite vislumbrar as múltiplas facetas de sua longa trajetória artística, incluindo obras de sua série realizada no Clube de Boxe Santa Rosa na década de 1990, uma das academias de boxe mais emblemáticas do Rio de Janeiro. Conhecido por sua comunidade heterogênea, que incluía profissionais do sexo, crianças em situação de rua e outras pessoas socialmente marginalizadas, o clube oferecia não apenas disciplina física, mas também um senso de pertencimento e apoio solidário. Nessas obras, o artista concentra-se nas texturas da pele dos lutadores, nas composições cromáticas do ambiente e nos movimentos corporais dos boxeadores, criando um retrato cinematográfico da atmosfera do ginásio — superando uma finalidade documental e capturando o movimento e a fisicalidade de maneiras que tornam os lutadores quase seres míticos.

Obras como Blue Klein (1993/2020), Hotel Monaco Falling (s.d.) e Pink and Black Chess (1988) revelam outro interesse comum na prática de Rio Branco: revelar uma “mise-en-scène” de cenários cotidianos. Nessas obras, o artista traz à tona texturas e a tatilidade de materiais deteriorados ou o efeito onírico de espelhos refletindo paredes revestidas de azulejos xadrez. Essa abordagem mais surrealista também fica evidente em Yellow Shoes Thinking of Max Ernst (2007/2014), criada durante uma viagem ao Japão, na qual os saltos amarelos de uma mulher caminhando são sobrepostos à imagem sensual do interior de moluscos.

Composição e materialidade também ocupam um lugar central na obra de Chakaia Booker. A seleção inclui suas reconhecidas esculturas criadas a partir de tiras de pneus de borracha pretos recolhidos e abrange sua produção de 1996 a 2023, incluindo obras de uma série atualmente em exposição na Galeria Nacional de Arte, em Washington, DC. Conceitualmente carregado, esse material é uma marca registrada de sua prática: enquanto sua flexibilidade e resiliência estrutural permitem que as esculturas se contorçam em formas complexas e alcancem grandes escalas, ele também evoca debates em torno da degradação ambiental, da desigualdade socioeconômica e da exploração histórica de comunidades marginalizadas nas diversas regiões de onde o material foi extraído.

Nomadic Dwelling e Destiny’s Doorman (ambas de 2003) estão posicionadas na parte frontal do estande. Sua presença imponente cria uma estrutura semelhante a um portal ou a de totens, refletindo a mesma lógica formal e conceitual que sustenta muitas das instalações públicas em grande escala do artista. Em Strayed (2019), fios de borracha formam laços no topo da escultura e se repetem na sua base, resultando em uma composição incomum em sua prática, estendendo-se por duas dimensões espaciais, sugerindo uma postura artística mais aberta e leve.

As obras de Booker distinguem-se por superfícies densamente compostas por padrões, texturas, camadas e movimento, criando um campo visual envolvente que oscila entre um convite a uma experiência misteriosa e intangível e um olhar crítico sobre a história da borracha e suas ligações com a herança afro-americana e a diáspora africana — uma conexão frequentemente destacada por críticos e curadores.

Juntos, Booker e Rio Branco expressam uma atenção comum ao material, ao corpo e ao ambiente como lugares nos quais se inscrevem histórias de assimetrias, assim como de afirmação. Colocadas em diálogo na Independent 2026, suas obras destacam como a experiência é incorporada em superfícies, gestos e estruturas, seja por meio da densidade cromática das imagens de Rio Branco, seja pela tensão física das esculturas de Booker.

Obras
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Miguel Rio Branco
Yellow shoes thinking of Max Ernst
2007/2014
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Chakaia Booker
Sem título
1996
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Miguel Rio Branco
Pink and Black Chess
1988
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Miguel Rio Branco
Back
1991/2017
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Miguel Rio Branco
Exuzinho Looking Forward
1991/2017
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Chakaia Booker
Strayed
2019
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Chakaia Booker
Nomadic Dwelling
2003
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Miguel Rio Branco
Hotel Monaco falling
s.d.