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SP-Arte Rotas 2025

Foto: Filipe Berndt

Foto: Filipe Berndt

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Foto: Filipe Berndt

Foto: Filipe Berndt

27/08 – 31/08/25

Estandes C01 e C04
São Paulo, Brasil
SP-Arte Rotas 2025
Sobre

27/08 – 31/08/25

Estandes C01 e C04

São Paulo, Brasil

Na SP–Arte Rotas 2025, a Almeida & Dale leva aos estandes C01 e C04 uma seleção de obras que reflete a multiplicidade de vozes e linguagens da arte contemporânea brasileira, enquanto promove o diálogo com artistas do século XX reconhecidos globalmente. 

No estande C04, destacam-se obras de Heitor dos Prazeres, Lidia Lisbôa, Rebeca Carapiá, Marlene Almeida e Maxwell Alexandre — confirmados na 36ª Bienal de São Paulo — além de No Martins e Sidney Amaral. Por meio da pintura ou escultura, esses artistas abordam desde a subjetividade a problemáticas perenes da sociedade brasileira, alçando esses debates para o circuito artístico internacional. 

Em diálogo com o samba, rap e jazz, Prazeres, Maxwell e Martins desafiam juízos de valor que, por muito tempo, minimizaram as culturas negras e, assim, questionam também os regimes de circulação nos espaços reservados à arte contemporânea e ao lazer. Do mesmo modo que fizera Amaral, em trabalhos que transitam entre a crítica de escala estrutural e o caráter íntimo e diarístico. 

Por sua vez, Lisbôa e Carapiá constituem vocabulários próprios a partir de materiais moldados com a destreza e a força de seus corpos e, por isso, também imbuídos de vivências particulares. Suas obras se apresentam como narrativas cifradas, que se desenredam no encontro com o olhar insistente e o bailar do espectador. A relação entre corpo e terreno move-se da insinuação à matéria nas obras de Marlene Almeida, que se dedica a um estudo profundo sobre os solos brasileiros e suas possibilidades cromáticas. 

São apresentadas, ainda, trabalhos de Ana Elisa Egreja, Beatrice Arraes, Cassio Michalany, Daiara Tukano, Dudi Maia Rosa, Guga Szabzon, Henrique Oliveira, Joseca Yanomami, Mariana Palma, Paulo Pasta e Thiago Hattnher, ao lado de obras tridimensionais de Felipe Cohen, José Damasceno, Marina Woisky, Saint Clair Cemin, Túlio Pinto, Tunga e Vanderlei Lopes. 

Já no estande C01, suportes como papel e tapeçaria são privilegiados em obras de Roberto Burle Marx, Lygia Pape e Jaider Esbell, além de pinturas de Ivan Campos. O conjunto inclui uma tapeçaria de Burle Marx acompanhada da pintura que lhe serviu como modelo. Em uma rara oportunidade de vê-las reunidas, torna-se possível observar como o artista transpôs a linguagem da pintura para a arte têxtil. 

Essas obras funcionam como ponto de partida para o núcleo do estande, que aproxima artistas dedicados à representação da natureza, sem recorrer necessariamente à figuração direta da paisagem. Apontando para diferentes relações entre os artistas e o mundo natural, mediadas por diferentes linguagens, métodos de abstração e visões de mundo. 

Enquanto, na obra de Burle Marx, o interesse pela natureza passa por estudos botânicos e do paisagismo, valorizando a flora brasileira — sendo transposto em desenhos, pinturas e em um processo de abstração que culmina nas linhas tecidas no tear —, nas obras de Ivan Campos e Jaider Esbell a natureza se manifesta para além de um objeto observado, surgindo como entidade autônoma. Suas representações do mundo são atravessadas por uma relação de proximidade com a Amazônia e, no caso de Esbell, por uma cosmovisão em que a relação entre os seres da floresta é radicalmente diferente daquela construída no pensamento ocidental. 

O estande reúne, ainda, uma importante seleção de obras de Lygia Pape, abrangendo um recorte temporal que vai da década de 1950 ao início dos anos 2000. Formado exclusivamente por trabalhos em papel, o conjunto reflete o caráter experimental de sua pesquisa artística e inclui produções com crayon, tinta spray, colagem, pigmentos puros, além de pastel seco, nanquim e serigrafia. Também se destacam obras emblemáticas como as da série Tecelares — xilogravuras que marcam a transição de um racionalismo formal para formas orgânicas, influenciadas pela maleabilidade dos tecidos — e o Livro da arquitetura nº II (1959), um dos livros-objeto desenvolvidos pela artista ao lado de Livro da criação e Livro do tempo. Em relação a seleção de obras expostas, os experimentos da artista com a cor como objeto e com a noção de espaço construído ajudam a tensionar a dicotomia entre cultura e natureza. 

No setor Mirante, que é organizado por Rodrigo Moura, curador, crítico de arte e diretor artístico no MALBA, Buenos Aires, a Almeida & Dale contribui com obras históricas e de grandes dimensões de Amilcar de Castro, Hélio Melo e Jaider Esbell. A seleção de Moura propõe refletir sobre a história e o contexto sociocultural do país. 

Já o projeto Transe, sob curadoria de Lucas Albuquerque, conta com um conjunto inédito de trabalhos de Marina Woisky, que desde sua participação no 38º Panorama da Arte Brasileira, tem incorporado o bronze como suporte em suas obras. 

Veja toda a seleção de obras da Almeida & Dale na SP–Arte Rotas de 27 a 31 de agosto, na ARCA, em São Paulo. 

Obras
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2025
Palmeira Talipot (32), da série Clube: pinturas de berço
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2020
Sem título
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2025
Inesquecível
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2025
Vulcões em conjunto
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c. 2016
Ex-voto
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1980
Composição abstrata
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2025
Sem título
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2024
Caderno de notas 11
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2024
2024. Lá onde vive o ser arco-íris Hokoto kɨkɨ, existe uma cachoeira barulhenta, é lá também onde vive o rĩxĩ* das mulheres junto com o rĩxi dos peixes. Se matarmos este ser do arco íris [que é uma cobra sobrenatural], uma mulher que vive distante irá morrer, por ser o rĩxi dessa pessoa. Se matarmos este peixe, uma pessoa também morre, já que também é um rĩxi. É assim que acontece: se matarmos o ser arco íris Hokoto kɨkɨ, as águas do rio se tornarão revoltas e, por sua vez, irá querer matar seres humanos. É assim o rĩxi.
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2025
Pequenina notável
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1965
Sem título
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2025
Sem título (da série Correntes)