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2ª Bienal das Amazonias abre em Belém com obras de Jaider Esbell e Joseca Yanomami
Publicado em 27/08/2025

2ª Bienal das Amazonias abre em Belém com obras de Jaider Esbell e Joseca Yanomami

Joseca Yanomami
Quando eu era pequeno vi uma imagem parecida com esta, vi uma vez Ãyõkõrari, o espírito do pássaro japim-xexéu. Os espíritos Ãyõkõrari desceram até mim uma vez. Este ser Ãyõkõrari é muito bom para nós Yanomami, já que consegue acabar com doenças letais. Quando eu era criança ficava alterado e conseguia enxergar os espíritos dos animais ancestrais. [Via] Tixoriwë, o espírito do beija-flor, Ãyõkõrãri, espírito do japim-xexéu, Ixorori, espírito do japim-guache, Naporeri, espírito do japu verde. Era isso o que se passava comigo quando eu era criança., 2023
Grafite, lápis de cor, caneta esferográfica e caneta hidrográfica sobre papel

27/08 – 30/11/25
Centro Cultural Bienal das Amazonias
Belém, Para

Joseca Yanomami e Jaider Esbelparticipam da 2ª Bienal das Amazônias: Verde-distância, que inaugura em 27 de agosto, no CCBA  em Belém. Curadoria de Manuela Moscoso, Sara Grazón, Jean da Silva e Mônica Amieva. 

A exposição reúne obras de Joseca, nas quais narra visualmente mitos, o mundo dos espíritos acessado pelos xamãs e, em uma delas, sua relação com eles. Como descreve no título, “Quando eu era pequeno vi uma imagem parecida com esta, vi uma vez Ãyõkõrari, o espírito do pássaro japim-xexéu.[…]Quando eu era criança ficava alterado e conseguia enxergar os espíritos dos animais ancestrais”.  

Já de Esbell, são expostas pinturas criadas com tinta obtida do jenipapo, um “fruto-tecnologia e uma de minhas avós”, nas palavras do artista. Parte de um conjunto apresentado em 2021 em sua primeira individual em São Paulo, as pinturas resultam da pesquisa de Esbell sobre visões em torno da árvore-pajé que gera o jenipapo. 

 

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