Lais Myrrha, Contraplano, 2026, ft: Ícaro Moreno / Cortesia Inhotim
Concebida especialmente para o museu, Contraplano (2026) estabelece diálogo direto com seu local de construção e instalação.
Ancorada na forma do edifício projetado por Oscar Niemeyer (1907-2012) para a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, a obra “desloca esta forma de seu contexto original para devolver, simbolicamente, os materiais de que é feita — o concreto e o aço — à terra de onde foram arrancados”, afirma Douglas de Freitas, coordenador de curadoria do Instituto, no texto que acompanha a obra de Myrrha.
“É um jogo de perguntas e respostas endereçadas ao local onde está instalado e à paisagem que o circunda”, provoca Freitas. Com dimensões monumentais, em Contraplano Lais Myrrha “associa a forma das cavas de mineração a céu aberto, comuns nos arredores do Inhotim, aos brise-soleils, estrutura amplamente usada na arquitetura moderna brasileira para controlar a incidência da luz nos espaços”.
Assista o vídeo que acompanha a inauguração da obra.