Grada Kilomba, Opera to a Black Venus, 2024, ft: still
“O que o fundo do oceano nos diria amanhã, se hoje fosse esvaziado de água?” é a pergunta feita por Grada Kilomba em Opera to a Black Venus (2024), videoinstalação em cartaz na Galeria Galpão do Instituto Inhotim. A obra será apresentada pela primeira vez no Brasil e compõe o Ato III de O Barco (2021), instalação de grandes dimensões que ocupa o espaço em Inhotim desde 2024.
Kilomba imagina um cenário em que a água do mar desaparece e desvela um amplo terreno que, como um cemitério, guarda a arqueologia da existência humana, na qual a repetição histórica e cíclica da violência é revelada. As situações sonoras e coreográficas trazem à tona, de maneira poética, as milhares de vidas perdidas ao longo de séculos nos oceanos — pelo tráfico negreiro, pelo colonialismo, por guerras, por genocídios, pela migração forçada e por crises climáticas.
Durante a abertura, no dia 7 de fevereiro, a partir de 15h, a artista participa de uma conversa aberta ao público.