Rebeca Carapiá, Dois meses de permanência, 2022, nanquim sobre papel, dimensões variáveis, ft: Estúdio em Obra, cortesia Instituto Tomie Ohtake
Em cartaz até 25 de janeiro de 2026, a mostra A terra, o fogo, a água e os ventos — por um museu da errância com Édouard Glissant faz uma incursão no pensamento do escritor martinicano em diálogo com obras de artistas nacionais e internacionais, entre as selecionadas estão Rayana Rayo e Rebeca Carapiá.
Inspirada na antologia La Terre, le feu, l’eau et les vents, organizada por Édouard Glissant, a mostra ensaia a ideia de um “Museu da Errância”: um museu-arquipélago, fundado na Relação, que recusa genealogias fixas e propõe uma memória em trânsito. A exposição imagina esse museu em camadas, conectando obras, documentos e paisagens a partir das noções de palavra da paisagem e paisagem da palavra. Reúne conceitos centrais do pensamento de Glissant — como crioulização, Todo-mundo, opacidade e tremor — e apresenta, pela primeira vez no Brasil, parte de sua coleção pessoal, hoje preservada no Mémorial ACTe, composta por artistas marcados pela diáspora, pelo deslocamento e pela criação em trânsito.