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Amilcar de Castro

Amilcar de Castro

A obra de Amilcar de Castro é centrada em uma profunda exploração da forma e da síntese, por meio de esculturas e desenhos sobre papel e tela. O artista teve um importante papel na renovação dos debates artísticos no Brasil a partir da década de 1950, ao incorporar problemáticas postas pelas vanguardas históricas, abdicando da representação e concebendo a escultura a partir do plano.

Valendo-se de gestos sintéticos e precisos, como o corte e a dobra de chapas de aço, Amilcar confere espacialidade e escala arquitetônica a volumes únicos de matéria, sem adicionar ou subtrair material. As formas e recortes geométricos simples que resultam dessas operações constituem espaços positivos e negativos nas superfícies, criando novas formas e volumes virtuais em relação com o observador.

Conheça obras do artista neste Viewing Room.

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Sem título CRD-19
Déc. 1990
Aço corten
53 x 76 x 24 cm
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Sem título
Déc. 1980
Aço corten
33 x 33,5 x 10 cm
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Sem título
Déc. 1980
Aço corten
38 x 38 x 13 cm
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Sem título
Déc. 1990
Aço corten
49 x 49 x 10 cm
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Sem título
s.d.
Aço corten
64,6 x 65 x 20 cm
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Sem título
Déc. 1980
Aço corten
30 x 30,5 x 5 cm
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Sem título
Déc. 1990
Aço corten
40.4 x 34 x 13 cm
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A despeito de evocar um procedimento histórico dos suprematistas, que partiam do plano para conquistar a tridimensionalidade, essa operação se distancia da vanguarda russa do início do século XX. Foi somente na segunda metade daquele século que os artistas brasileiros retomaram as experiências dos primeiros construtivistas ¬(e nesse movimento entra Amilcar com seu corte e dobra, transformando desenhos sobre papel em esculturas).

Escultor, gravador, desenhista, designer gráfico e professor, Amilcar tornou-se uma referência para artistas contemporâneos que seguiram essa trilha, aberta nos anos 1950, quando a linguagem abstrata ganhou tração no Brasil com o advento de uma geração marcada pela arte concreta e pelo desenvolvimento da moderna arquitetura brasileira, traduzida na construção de Brasília.
— Antonio Gonçalves Filho

À sombra do pó das estrelas — Almeida & Dale, São Paulo, 2025 — foto: Julia Thompson

À sombra do pó das estrelas — Almeida & Dale, São Paulo, 2025 — foto: Julia Thompson

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Tela 161
Déc. 1980
Acrílica sobre tela
161 x 210 cm
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Sem título
Déc. 1980
Acrílica sobre tela
101 x 200 cm
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Sem título
Déc. 1990
Acrílica sobre tela
130 x 130 cm
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Tela 57
Déc. 1980
Acrílica sobre tela
80 x 80 cm
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Tela 304
Déc. 1980
Acrílica sobre tela
80 x 80 cm
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Sem título
1989
Acrílica sobre tela
140 x 199 cm
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Formado como artista pelas mãos do pintor Guignard (1896-1962) e do escultor Franz Weissmann (1911-2005), Amilcar aprendeu com o primeiro a lição da irreversibilidade da obra escultórica, usando, em seu curso de desenho, o lápis duro, que inviabiliza qualquer tentativa de apagar o traço firme do grafite hard número 7.

Amilcar não busca exclusivamente uma solução plástica ao abolir a solda nas esculturas de ferro. Partindo de um plano, seja retangular ou circular, para interagir com o espaço e criar um objeto tridimensional, o artista evita repetir o procedimento convencional da escultura, de adicionar ou subtrair matéria.
— Antonio Gonçalves Filho
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Sem título
Déc. 1980
Madeira
30 x 30 x 7 cm
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Sem título
Déc. 1990
Madeira
30 x 21 x 7 cm
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Sem título
s.d.
Aço corten
36 x 26 x 5 cm
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EC8P-001
Déc. 1990
Aço
25 x 61 x 20 cm
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EC5P-031
Déc. 1980
Aço
61.5 x 32.8 x 13.2 cm
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Instituto Inhotim, Brumadinho | Foto: William Gomes

Instituto Inhotim, Brumadinho | Foto: William Gomes

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Hellersdorf, Berlim, 1998 | Foto: Cortesia da Brasil Arquitetura – SP

CCBB Brasília, 2022 | Foto: Vicente de Mello