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Rodrigo Andrade

Rodrigo Andrade

Foto: Filipe Berndt

A obra de Rodrigo Andrade é marcada pela investigação profunda e pela livre experimentação com a pintura — em suas dimensões material, visual e histórica. O artista desenvolve uma reflexão contínua sobre seus fundamentos e possibilidades, explorando as relações entre matéria e expressão, gesto e repetição, imagem e sensação.
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Beira de rio
2022
Óleo sobre tela sobre MDF
120 x 180 cm
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Untitled da série “Criaturas Ornamentais”
2018
Óleo sobre tela sobre MDF
40 x 60 cm
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Casa 7 e “Bienal da Grande Tela”

A trajetória de Andrade tem início no começo dos anos 1980, quando, ao lado dos amigos de colégio Paulo Monteiro, Carlito Carvalhosa, Fábio Miguez e, mais tarde, Nuno Ramos, fundou o ateliê coletivo que ficaria conhecido como Casa 7. Impulsionados pelo movimento de redescoberta da pintura e com um forte ímpeto experimental, os artistas criaram um espaço de intensa troca intelectual e afetiva. Inspirado pela cultura punk, pelo neoexpressionismo e por nomes como Philip Guston, Markus Lüpertz e Georg Baselitz, Andrade começou a trabalhar com esmalte sintético sobre papel kraft, técnica que permitia a produção em grandes dimensões com baixo custo. Em sua prática, a superfície pictórica ganha espessura e é marcada por um senso de urgência e pela espontaneidade do improviso.

Casa 7, 1984 — Rodrigo Andrade, Fábio Miguez, Carlito Carvalhosa, Paulo Monteiro e Nuno Ramos 

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Caveira
1985
Esmalte sintético sobre papel kraft
220 x 240 cm
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Sem título
1985
Esmalte sintético sobre papel kraft
220 x 240 cm
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O grupo logo conquista reconhecimento institucional: em 1985, a convite de Aracy Amaral, realiza a exposição Casa 7 no MAC USP — da qual era diretora —, que depois itinera para o MAM Rio, na época sob direção de Frederico Morais. No mesmo ano, participa da 18ª Bienal de São Paulo – O Homem e a Vida, com curadoria de Sheila Leirner, na emblemática instalação que ficou conhecida como a “A Grande Tela” . Os trabalhos apresentados por Andrade eram marcados pelo vigor energético, pelo gesto forte e pela densidade matérica — traços que permaneceriam centrais em toda a sua obra.

18ª Bienal de São Paulo, curadoria Sheila Leirner, São Paulo, Brasil 1985

Novas explorações abstratas e a fase goeldiana

Nos momentos finais da Casa 7 e ainda sob uma dinâmica de grupo, o trabalho de Rodrigo Andrade passa por uma guinada em direção à abstração, afastando-se da narrativa e da figura para se aproximar da arte povera e de artistas que investigavam novas materialidades e linguagens — como Joseph Beuys, Richard Serra, Robert Rauschenberg, Jannis Kounellis, Hélio Oiticica e Mira Schendel. Em 1987, realiza sua primeira mostra individual, apresentando obras de médio e grande formato, feitas com óleo e esmalte sintético sobre materiais diversos, como madeira, chumbo, papelão, tecido e borracha. As obras carregam a densidade industrial e o aspecto áspero de sua constituição, ao passo que reforçam o caráter expressivo e dramático da obra de Andrade.

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Sem título
1986
Papelão, borracha, papel arroz, esmalte sintético e óleo sobre madeira
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Com a chegada da década de 1990, Rodrigo Andrade inicia um movimento de reaproximação com a figuração. Suas pinturas passam a incorporar elementos narrativos e referências diretas à história da arte. Em determinado momento se volta ao universo sombrio e introspectivo de Oswaldo Goeldi, cujas figuras e atmosferas o artista reelabora com potência pictórica e a espessura da tinta a óleo. Essa fase revela uma atenção renovada à presença das coisas do mundotranspostas do campo gráfico da gravura para a densidade e o corpo da pintura a óleo.

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Sem título
1995
Óleo sobre tela
220 x 280 cm
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Sem título
1997
Óleo sobre tela
190 x 220 cm
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Sem título
1994
Óleo sobre tela
190 x 220 cm
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Sem título
1995
Óleo sobre tela
190 x 220 cm
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“Em Rodrigo como em Goeldi, a imagem que surge não é revelação súbita de uma realidade desconhecida: por ser ato moral, ela é também convenção, história. [...] O que vemos é o que nós mesmos fizemos e colocamos diante dos olhos.”
Lorenzo Mammì, “Diante do muro, atrás do horizonte”, in: Resistência da matéria – Rodrigo Andrade. Rio de Janeiro: Cobogó, 2014
Blocos de cor

No fim dos anos 1990 e início dos 2000, Andrade retorna à abstração, agora de modo mais sistemático. Abandona a figura para se dedicar a volumes cromáticos que emergem de um fundo neutro como signos autônomos. Essa economia visual origem a uma linguagem própria, em que cor e matéria se tornam presenças quase escultóricas. O artista descreve esse momento como a “descoberta de uma nova forma de pintar”.

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Sem Título
2000
Óleo sobre tela
120 x 180 cm
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Pierrot le fou
2002
Óleo sobre tela
185 x 220 cm
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Sala das preocupações
2005
Óleo sobre tela
185 x 220,5 cm
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Essas aparições, contidas e densas, projetam-se na superfície homogênea como signos enigmáticos e, ao mesmo tempo, corpos cromáticos. De certo modo, é como se os blocos de cor contivessem a informação genética de toda sua obra, como se fossem os elementos mínimos de sua prática pictórica ou a gênesis da qual é possível nascer espaços, objetos, cenas e paisagens. 

“Formas monocromáticas retangulares ou circulares foram pintadas sobre um fundo branco mediante composição francas e diretas. A princípio, poder-se-ia dizer que tais pinturas filiam-se a uma tradição geométrica que vem encontrando solo fértil em São Paulo desde o meio do século passado – a da abstração geométrica. Mas, não. Um olhar mais atento e informado logo desconfiará do que à primeira vista se encontra – há algo de incômodo em toda essa aparente simplicidade. (...) Sem filiações assumidas, são pinturas bastardas; sem harmonia ou equilíbrio formal, são pinturas erradas; sem grandes narrativas, são pinturas lacônicas.”
Adriano Pedrosa, “Pinturas lacônicas”, in: Rodrigo Andrade. São Paulo: Marília Razuk Galeria de Arte, 2005

Essa natureza dos blocos de cor e sua vocação como ferramenta para repensar espaços e a própria história da arte enseja diversas intervenções espaciais, em diferentes contextos, desde instituições como o MAM São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo até uma lanchonete de rua 

Óleo sobre — Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2010

Óleo sobre — Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2010

site specific – óleo sobre parede — Lanches Alvorada, São Paulo, Brasil, 2001

site specific – óleo sobre parede — Lanches Alvorada, São Paulo, Brasil, 2001

Paredes da Caixa Intervenção pictórica no Museu da Caixa Cultural, São Paulo, 2006

Paredes da Caixa Intervenção pictórica no Museu da Caixa Cultural, São Paulo, 2006

Paredes da Caixa Intervenção pictórica no Museu da Caixa Cultural, São Paulo, 2006

Paredes da Caixa Intervenção pictórica no Museu da Caixa Cultural, São Paulo, 2006

Óleo sobre parede, Intervenção no SESC Bom Retiro São Paulo, 2011

Óleo sobre parede, Intervenção no SESC Bom Retiro São Paulo, 2011

Óleo sobre parede, Intervenção no SESC Bom Retiro São Paulo, 2011

Projeto Parede, Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2000

Projeto Parede, Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2000

Projeto Parede, Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2000

Matéria Noturna e Bienal de 2010

Na 29ª Bienal de São Paulo — Há sempre um copo de mar para um homem navegar, com curadoria de Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias, Andrade traz a série Matéria noturna, que condensa o rigor da pesquisa formal com uma nova força expressiva. Nessas pinturas de grande formato e espessa materialidade, o artista parte de fotografias noturnas para criar pinturas nais quais o negro se projeta sobre a superfície como uma substância viva, dando a ver um interior, recortes de paisagem e duas composições abstratas. Essa camada densa de tinta não apenas descreve a atmosfera como também parece avançar em direção ao espectador, instaurando uma tensão entre luz e opacidade, figura e sombra, matéria e ilusão. 
 
Em Matéria noturna, cada tela oscila entre o reconhecimento e a dissolução da forma, entre o visível e o disforme. O gesto é contido, quase impessoal, mas a presença física da tinta — traço estilístico de Andrade — introduz uma energia latente, capaz de transformar a cena em experiência sensorial e psicológica. A vontade volumétrica e a força gráfica, assim como o entremeio da figuração fantasmagórica e da mancha abstrata, sintetizam — e conciliam — os diferentes vetores de sua obra. O resultado é uma reflexão sobre o próprio ato de pintar, os limites da representação e a nossa percepção sensorial. A apresentação consolida Andrade como um dos nomes mais importantes da pintura contemporânea brasileira. 

Matéria Noturna, 29ª Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Matéria Noturna, 29ª Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Matéria Noturna, 29ª Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Matéria Noturna, 29ª Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

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Interior escuro (da série Matéria Noturna)
2010
Óleo sobre tela sobre placa
180 x 240 cm
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Promontório
2010
Óleo sobre tela sobre MDF
180 x 270 cm
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Rua deserta com viaduto (primeira versão)
2009
Óleo sobre tela sobre MDF
120 x 180 cm
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Perturbação
2010
Óleo sobre tela sobre MDF
185 x 275 cm
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“Poucas produções contemporâneas, de fato, levam tão longe o ilusionismo da imagem e, ao mesmo tempo, proporcionam uma sensação tão intensa da presença física do suporte e das tintas”.
Lorenzo Mammì, “Diante do muro, atrás do horizonte”, in: Resistência da matéria – Rodrigo Andrade. Rio de Janeiro: Cobogó, 2014
Mutação e experimentação

Ao longo de quarenta anos, Rodrigo Andrade desenvolve uma obra marcada pela transmutação e por uma abordagem experimental, metafísica e metalinguística. A pintura torna-se campo de permanente tensão, em que camadas espessas de tinta se adensam ou se dissolvem, como forças irrefreáveis que desembocam em paisagens, espaços, objetos e grafismos em constante movimento. 

Fotografias pessoais, imagens do noticiário, referências da história da arte e pinturas de outros artistas são absorvidas e reformuladas em composições carregadas de densas camadas matéricas e imbuídas de uma dimensão psicológica e emocional. 

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Tsunami Landscape
2011
Óleo sobre tela sobre MDF
60 x 105 cm
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Estrada - 2ª versão
2013
Óleo sobre tela sobre MDF
90 x 135 cm
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Mato com brejo e ruína
2014
Óleo sobre tela sobre MDF
210 x 315 cm
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“A pintura de Rodrigo Andrade escapa de reafirmar o pastiche, escapa de ser regida pelo gosto por belas paisagens — e assim cria um grau de violência estética. A imagem não aguenta o peso da tinta.”
Tiago Mesquita, “Convenção, ilusão, dissolução”, in: Resistência da matéria – Rodrigo Andrade. Rio de Janeiro: Editora Cobogó, 2014

A mutação é tanto o assunto quanto o método: suas pinturas resultam de um processo em que cada gesto se converte em outro, em que a mancha se torna bloco, o bloco se torna objeto e o objeto vira espaço, sublinhando o mundo como matéria em trânsito. Do mesmo modo, sua prática incorpora o ímpeto de transformação, abrindo-se sempre a novos caminhos e possibilidades existenciais.

Séries como Duas cavernas, que parece representar uma transição entre osblocos de cor” e a figuração, e as Criaturas ornamentais, nas quais a geometria contida ganha articulação e expressão orgânica, revelam a persistência de um impulso vital: o desejo de descobrir sempre uma nova forma de pintar. Sua obra afirma a pintura como organismo vivo — um espaço em que o mundo e a forma de enxergá-lo continuam a se reinventar. 

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Duas cavernas
2017
Óleo sobre tela sobre MDF
180 x 270 cm
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Caverna e triângulo
2017
Óleo sobre tela sobre MDF
60 x 90 cm
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Sem título, da série Criaturas ornamentais
2019
Óleo sobre tela sobre MDF
40 x 60 cm
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“Eu me sinto condenado a um movimento constante. Algo meio picassiano. No meu percurso fiz várias mudanças radicais, rupturas. Desde a grande guinada ocorrida logo em seguida à Casa 7, e até antes disso. Dá pra falar num movimento pendular, ou circular, entre figuração e abstração, mas as questões retornam sempre em outro nível, como uma espiral. […] Meu processo é menos contínuo, por isso o momento forte da minha pintura é quando encontro uma forma nova de pintar. Procuro muito mais a descoberta e a habitação do território do que propriamente uma depuração.”
Rodrigo Andrade. Entrevista Rodrigo Andrade x Tiago Mesquita. In: Resistência da Matéria. Rio de Janeiro: Cobogó, 2014.
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Sala dos espelhos
2024
Óleo sobre tela sobre MDF
90 x 120 cm
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Interior com estrada ao luar
2024
Óleo sobre tela sobre MDF
60 x 80 cm
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Poente
s.d.
Óleo sobre tela sobre aglomerado de madeira
28 x 36 cm
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Retrospectivas: Estação Pinacoteca, Museu Oscar Niemeyer e Fundação Iberê Camargo

 

Em 2017, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realiza a mostra de caráter retrospectivo Rodrigo Andrade: Pintura e Matéria (1983-2014), com curadoria de Taisa Palhares. A exposição reúne mais de cem obras produzidas ao longo de três décadas, revelando tanto a amplitude quanto a consistência de uma pesquisa inteiramente dedicada à pintura e seus desdobramentos.

“Não seria exagero afirmar que, dentre todos os artistas de sua geração, marcados pelo movimento de retorno à pintura, ele é quem se manteve dedicado quase exclusivamente ao meio pictórico no decorrer dos anos. Não haveria nisso, contudo, uma adesão simplista à ideia da pintura como uma atividade superior, ou à defesa da pureza modernista diante do hibridismo da arte contemporânea. Ao contrário, desde o início o trabalho do artista revela uma vontade por vezes visceral de tensionar as certezas que limitariam sua atividade, e isso a partir do gesto categórico de seu fazer.”
Taisa Palhares, “Na fronteira”, in: Rodrigo Andrade: pintura e matéria (1983-2014). São Paulo: Pinacoteca de São Paulo, 2017

Pintura e Matéria (1983-2014) — Estação Pinacoteca, São Paulo, Brasil, 2017 com curadoria de Taisa Palhares — foto: Edouard Fraipont

Pintura e Matéria (1983-2014) — Estação Pinacoteca, São Paulo, Brasil, 2017 com curadoria de Taisa Palhares — foto: Edouard Fraipont

Pintura e Matéria (1983-2014) — Estação Pinacoteca, São Paulo, Brasil, 2017 com curadoria de Taisa Palhares — foto: Edouard Fraipont

Pintura e Matéria (1983-2014) — Estação Pinacoteca, São Paulo, Brasil, 2017 com curadoria de Taisa Palhares — foto: Edouard Fraipont

Pintura e Matéria (1983-2014) — Estação Pinacoteca, São Paulo, Brasil, 2017 com curadoria de Taisa Palhares — foto: Edouard Fraipont

Em 2022, o artista realiza nova retrospectiva sob o mesmo título, apresentada no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. A mostra amplia o recorte temporal, reafirmando a elasticidade de uma obra em constante mutação, mas que preserva o ânimo de seu traço estilístico. 

Pintura e Matéria – Exposição individual com curadoria de Taisa Palhares Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil, 2022 Foto: Nilton Santolin

 

Pintura e Matéria – Exposição individual com curadoria de Taisa Palhares Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil, 2022 Foto: Nilton Santolin

 

Pintura e Matéria – Exposição individual com curadoria de Taisa Palhares Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil, 2022 Foto: Nilton Santolin

 

Suas composições, intensas e carregadas, refletem a pulsão e o caráter mutável da vida, assim como seu corpo de trabalho é um testemunho da vitalidade e da elasticidade da pintura contemporânea, incorporando múltiplas referências, técnicas, gêneros e temas. Entre o rigor conceitual e a manifestação intuitiva, entre a fisicalidade e a iconografia, entre a erudição e o prosaico, sua obra busca sempre propor um olhar renovado sobre a história da pintura e sobre sua capacidade de pensar, representar e transformar as dinâmicas da vida. Do mesmo modo, provoca nossas faculdades sensoriais e perceptivas, tensionando o modo como enxergamos, absorvemos e reprogramamos o mundo ao nosso redor. 

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Sala com sofá verde
2023
Óleo sobre tela sobre MDF
60 x 90 cm
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