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Sara Ramo

Sara Ramo

Sara Ramo – Retrato por Ding Musa

Somos levados a percorrer caminhos que surgem quando suspendemos a utilidade dos objetos para criar novas relações de convivência. Estas relações afetivas e políticas aparecem para desmantelar a ideia de que a arte e seus espaços seriam um bem maior dotado de valor em si, e os lixos, descartes e certos trabalhos considerados menores, um incômodo necessário.
Sara Ramo
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Destino amoroso
2024
Acrílica e pastel oleoso sobre cartão
121 x 251 x 3,5 cm
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Sara Ramo cresceu em um lar de mãe brasileira e pai espanhol, ambos de contextos radicalmente diferentes: dois idiomas, dois sensos de humor, duas culturas que se encontravam continuamente na diferença. Nesse ambiente binacional e na condição permanente de estrangeira, aprendeu a lidar com as contradições da vida e com opostos que convivem, aspectos que se apresentam ao longo de sua trajetória artística. 

O fora do lugar, o desconexo e o estranho pairam sobre as imagens que cria, por meio do acúmulo e colagem de elementos que permeiam a vida material, muitas vezes pelos seus detritos e rastros. Enigmáticas, suas obras recusam dicotomias que racionalizam a existência, enunciando, assim, o mistério entre as coisas. 

53ª Bienal de Veneza –Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

53ª Bienal de Veneza –Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

53ª Bienal de Veneza – Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

53ª Bienal de Veneza – Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

53ª Bienal de Veneza – Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

53ª Bienal de Veneza –Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

Tempo de avalanche, instalação, pedras de entulho e calendário, 2005

53ª Bienal de Veneza – Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

53ª Bienal de Veneza – Fare Mondi // Making World, curadoria de Daniel Birnbaum,Veneza, Itália, 2009

O tempo parece não se mover linearmente em um olhar retrospectivo para seus 25 anos de trabalho. Ao longo desse período, Sara retoma e abandona técnicas e formas, em idas e vindas que se retroalimentam e se transformam numa prática obsessiva pela reinvenção. Em conversa, a artista conta que Henri Bergson, Karen Barad e Leda Maria Martins têm sido leituras constantes, sobretudo no que diz respeito à condição heterogênea do tempo. Sara parece empenhada em criar não apenas um campo simbólico, mas um tempo paralelo, no qual outras histórias mediadas pela intuição e magia são possíveis. A artista mantém a ideia de que os territórios carregam memória e de que presente, passado e futuro se entrelaçam, podendo ser acionados e transformados por meio da criação.   

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Abre-alas, estandarte para apoteose 13. Pedra por pedra
2019
Tecido, papel, pigmento, tinta e costura
150 x 100 cm
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Portal lll Orogenia: Dias raros
2024
Tecido, tinta acrílica, velcro, plástico, detritos
225 x 133 cm
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Essa profusão de elementos cênicos, de signos mutantes em seus múltiplos arranjos semântico-políticos na narrativa teatralizada de Sara Ramo, acaba por tornar Lindalocaviejabruja, a um só tempo, um poderoso mantra e uma galhofa, uma ode às mulheres e um libelo anti-institucional, ou mesmo uma espécie de manifesto anarco-transformista que trata de aniquilar a percepção da obra de arte como processo encerrado, ou mesmo de desconstruir a ideia de exposição como conjunto de objetos dados…
Bernardo José de Souza

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja — Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019 

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Lindaviejalocabruja – Exposição individual com curadoria de Manuel Borja Villel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, Espanha, 2019

Una y Otra vez , 2019 –Vídeo comissionado pelo Museo Reina Sofia para a exposiç˜o Lindalocaviejabruja

Una y Otra vez , 2019 –Vídeo comissionado pelo Museo Reina Sofia para a exposição Lindalocaviejabruja

Una y Otra vez , 2019 –Vídeo comissionado pelo Museo Reina Sofia para a exposição Lindalocaviejabruja

Los trabajos o el juego de la vida, exposição individual,Travesía Cuatro, Madri, Espanha 2022

Los trabajos o el juego de la vida, exposição individual, Travesía Cuatro, Madri, Espanha 2022

Los trabajos o el juego de la vida, exposição individual, Travesía Cuatro, Madri, Espanha 2022

Los trabajos o el juego de la vida, exposição individual, Travesía Cuatro, Madri, Espanha 2022

Los trabajos o el juego de la vida, exposição individual, Travesía Cuatro, Madri, Espanha 2022

Sara ramo – Ceia, 2001 Vídeo 12’32s

Sara ramo – Ceia, 2001 Vídeo 12’32s

Sara ramo – Oceano possível, 2002 Vídeo 03’59s

Sara ramo – Oceano possível, 2002 Vídeo 03’59s

Ela me disse: sou a soma dos nomes que me aprisionam, a louca que ri. Costura de todas as coisas catadas, a que se revela no hospício. Minha casa é este lugar que busco, este labirinto. Sou monstruosa e na gargalhada incorporo o assombro, há beleza em todo lugar!
Sara Ramo

Para Marcela e as outras — Exposição individual com curadoria de Douglas de Freitas, Capela do Morumbi, São Paulo, Brasil, 2017

Para Marcela e as outras — Exposição individual com curadoria de Douglas de Freitas, Capela do Morumbi, São Paulo, Brasil, 2017

Para Marcela e as outras — Exposição individual com curadoria de Douglas de Freitas, Capela do Morumbi, São Paulo, Brasil, 2017

Para Marcela e as outras — Exposição individual com curadoria de Douglas de Freitas, Capela do Morumbi, São Paulo, Brasil, 2017

Para Marcela e as outras — Exposição individual com curadoria de Douglas de Freitas, Capela do Morumbi, São Paulo, Brasil, 2017

Para Marcela e as outras — Exposição individual com curadoria de Douglas de Freitas, Capela do Morumbi, São Paulo, Brasil, 2017

Minhas e suas, 2018-2020, materiais dive

Minhas e suas, 2018-2020, materiais diversos

Minhas e suas, 2018-2020, materiais variados

Processos de composição e elaboração, brincadeiras, experimentos plásticos, forças e movimentos vitais, morte e renascimento

A contradição é um tema recorrente em sua obra. Essa compreensão múltipla do tempo abre espaço para a compreensão igualmente diversa do mundo. Tal abordagem caminha em paralelo à colagem — um dos procedimentos centrais de seu trabalho, que se estabelece também como ferramenta para organizar e dar forma a essa consciência. A justaposição e acúmulo de diferentes elementos residem na noção polimórfica que emprega em suas obras. Com formação inicial em pintura, Sara passou um longo período sem se dedicar à prática devido a uma intoxicação pelo uso excessivo dos pigmentos. A colagem, sempre presente em sua obra, ganhou protagonismo ao também se tornar matéria pictórica.  

A artista compreende que os objetos operam, muitas vezes, como mediadores entre o conhecido e o desconhecido e são dotados de funções criativas e sagradas que a mercantilização da vida acaba por reduzir.  

No trabalho de Sara a colagem é uma forma de elaboração. Os materiais: tecido, papelão, restos de caixas, embalagens de balas, pedaços de sacolas, papel de presente, tinta. Sua mais recente produção é justamente a pintura-colagem, onde restos de tinta, se unem a formas e recortes pictóricos.  

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Pequeno Destino Amoroso
2025
Acrílica sobre papelão
61 x 91 cm
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Do vigor adentro
2024
Acrílica, papelão, papel e plástico
32 x 23,5 cm
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Especulação cósmica
2024
Acrílica, pastel oleoso e papel sobre cartão ondulado
29 x 30 x 3 cm
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Habitar este planeta é estar sujeito á materialidade, mesmo nas invenções abstratas mais mirabolantes, acabamos por gerar mais de nós, quer dizer.... detritos, matéria.... essa condição de ser matéria e material é o que aqui acontece. Por isso, quando as coisas andam mal, geramos montanhas de excessos, nossos restos se multiplicam, estão vivos, nos olham. Se amorosamente soubermos olhar para eles, entender a maravilhosa alma pulsante da natureza que nos foi dada...... claro! não seriamos mais vítimas e algozes. Essa materialidade nos irmana, entenderíamos então ser um só corpo, um vibrante pedaço de algo maior e coletivo.
Sara Ramo

Peças de roupa, papelão, embalagens de doces, elásticos, livros, miçangas e até fios de cabelo: os materiais escolhidos por Sara são frequentemente animados por histórias anteriores e possuem “vida própria”. “Animar é atribuir uma força, um poder, a alguma coisa, é permitir que seja manifestada essa força”, relata a artista em entrevista. Como pontua Ana Ramo, antropóloga e irmã de Sara, sua obra suspende o conceito de utilidade ao compreender a economia material para além da lógica do fetiche mercadológico, em uma hibridização entre energias humanas e objetuais. 

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Continente 5
2024
Cerâmica fria, pedrarias, minerais, sementes,
acrílico, vidro, borracha, porcelana e plástico
30 x 22 x 22 cm
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Continente 10
2025
Vaso de vidro, cerâmica fria, pedrarias, minerais, borracha, plástico e porcelana
28 x 23 x 23 cm
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Continente 12
2025
Vaso de vidro, cerâmica fria, pedrarias, minerais, borracha,
plástico e porcelana
42 x 20 x 20 cm
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Sara Ramo é conhecida por trabalhar com materiais e objetos considerados descartáveis, decorativos ou de pouca importância. Pedaços de lençóis e toalhas, meias rasgadas, jornais, materiais de construção, cintos, restos de bijuterias e até mesmo escorregadores velhos se infiltram nos espaços que abrigam suas instalações, adquirem corporeidade e se confabulam para, juntos, se erguerem, embora não se saiba muito bem com que objetivo. As presenças estranhas que Ramo invoca em suas instalações problematizam nossa relação com tudo aquilo que, tradicionalmente, consideramos de menor importância: a infância, o feminino, o doméstico, o trabalho manual, o lixo etc.
Claudia Rodriguez Ponga

Em trabalhos iniciais, como nos vídeos Oceano Possível (2002) e Hotel Paradise (2004), o corpo da artista aparece como imagem. Questionada sobre a ausência de sua própria figura nos trabalhos subsequentes, Sara observa que não só seu corpo permanece, como outros corpos dividem o espaço criado por ela. Corpo e objeto são indissociáveis e fazem parte da continuidade que entrelaça a vida – seja na força de trabalho que há nos processos de fabricação das coisas ou na presença simbólica que ocupam nas existências. Ainda, a todo momento, a fisicalidade é constantemente convocada em sua produção: por paredes enormes que caem sobre os ombros, pelas frestas que revelam o que há por trás da parede, ou no equilíbrio necessário para caminhar entre conjuntos de objetos ordenados. 

Ao esmiuçar cantos e porões dos espaços que transita, Sara celebra o que há de oculto e avesso nos sistemas que regem a existência. O que é invisível e que sustenta as aparências, vem à tona: o operacional, feminino ou o doméstico, parte integrante das mesmas estruturas que desfilam abundância e limpeza. 

Por aqui tudo é novo – Curadoria de Marta Mestre, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil, 2016

Por aqui tudo é novo – Curadoria de Marta Mestre, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil, 2016

Por aqui tudo é novo – Curadoria de Marta Mestre, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil, 2016

Por aqui tudo é novo – Curadoria de Marta Mestre, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil, 2016

Planos de fuga (Instalação) – Exposição coletiva com curadoria de Jochen Volz e Rodrigo Moura, CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2012

Planos de fuga (Instalação) – Exposição coletiva com curadoria de Jochen Volz e Rodrigo Moura, CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2012

Planos de fuga (Instalação) – Exposição coletiva com curadoria de Jochen Volz e Rodrigo Moura, CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2012

Planos de fuga (Instalação) – Exposição coletiva com curadoria de Jochen Volz e Rodrigo Moura, CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2012

Planos de fuga (Instalação) – Exposição coletiva com curadoria de Jochen Volz e Rodrigo Moura, CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2012

Planos de fuga (Instalação) – Exposição coletiva com curadoria de Jochen Volz e Rodrigo Moura, CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2012

Planos de fuga (Instalação) – Exposição coletiva com curadoria de Jochen Volz e Rodrigo Moura, CCBB Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2012

Uma e outra vez lá, mesmo que aqui – Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil, 2005

Uma e outra vez lá, mesmo que aqui – Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil, 2005

Uma e outra vez lá, mesmo que aqui – Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil, 2005

Uma e outra vez lá, mesmo que aqui – Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil,2005

As coisas, os objetos, a reorganização

Um campo de tensão e memória é explicitado pela atenção da artista dada aos objetos do sótão, símbolo do tempo suspenso e depósito do esquecido. Em um movimento inusual, retira objetos descartados para fazer com eles um jardim. A reorganização irrompe no complexo modernista de Niemeyer, desfazendo a ilusão de solidez — assim, a artista profana a arquitetura para desvelar suas camadas ocultas.  

Estranhamente familiar e profundamente desorientador, O Jardim das Coisas do Sótão (2004) forma um espelho avesso com o exterior: o jardim de Burle Marx. Esta desobediência, além de temática, é intrínseca ao método da artista, baseado no uso de materiais e na forma como ela se relaciona com a arte e suas instituições. Ramo contrapõe realidades na instalação e coloca em questão a ideia de cânone e suas estruturas de poder. 

Com o intuito de trazer esse espelho avesso, um lado B, o buraco da meia, os descartes que insistimos em obviar, a artista constitui variações e se relaciona com contextos e espaços específicos: uma galeria, um banheiro, a rua, o muro, a cozinha ou o museu. 

O Jardim das coisas do sótão — Museu da Pampulha, Bolsa Pampulha, Belo Horizonte, Brasil, 2004

O Jardim das coisas do sótão — Museu da Pampulha, Bolsa Pampulha, Belo Horizonte, Brasil, 2004

O Jardim das coisas do sótão — Museu da Pampulha, Bolsa Pampulha, Belo Horizonte, Brasil, 2004

O Jardim das coisas do sótão — Museu da Pampulha, Bolsa Pampulha, Belo Horizonte, Brasil, 2004

O Jardim das coisas do sótão — Museu da Pampulha, Bolsa Pampulha, Belo Horizonte, Brasil, 2004

11ª Sharjah Biennial – Curadoria de Yuko Hasegawa. Sharjah, Emirados Árabes, 2013

11ª Sharjah Biennial – Curadoria de Yuko Hasegawa. Sharjah, Emirados Árabes, 2013

11ª Sharjah Biennial – Curadoria de Yuko Hasegawa. Sharjah, Emirados Árabes, 2013

Punto ciego – instalação site-specific, EAC, Espacio de Arte Contemporáneo, Montevideo, Uruguay

Punto ciego – instalação site-specific, EAC, Espacio de Arte Contemporáneo, Montevideo, Uruguay

Punto ciego – instalação site-specific, EAC, Espacio de Arte Contemporáneo, Montevideo, Uruguay

Punto ciego – instalação site-specific, EAC, Espacio de Arte Contemporáneo, Montevideo, Uruguay

Punto ciego, instalação site-specific, EAC – Espacio de Arte Contemporáneo, Montevideo, Uruguay

Punto ciego, instalação site-specific, EAC – Espacio de Arte Contemporáneo, Montevideo, Uruguay

Saba’s Memory Trail or The Composite of Time, Holanda, 2023

Saba’s Memory Trail or The Composite of Time, Holanda, 2023

Saba’s Memory Trail or The Composite of Time, Holanda, 2023

Saba’s Memory Trail or The Composite of Time, Holanda, 2023

Saba’s Memory Trail or The Composite of Time, Holanda, 2023

Saba’s Memory Trail or The Composite of Time, Holanda, 2023

Precisava ver o que havia por trás do museu… Fui procurar nos cantos que não eram para visitação… E foi no avesso da cortina do palco que achei uma escada. Ela me levaria ao sótão empoeirado… cheio… muito cheio…
Sara Ramo
A escuridão, o invisível, a penumbra, o fantasma e o estranho

A interdependência entre o visível e o invisível, o que é capaz ou não de se ver, o que é mostrado ou deixado na invisibilidade, está presente desde o princípio de sua prática. Para a artista, a sombra e a escuridão sempre foram lugares de conexão e destinos possíveis.

No vídeo Os Ajudantes vemos uma paisagem noturna por onde deambulam criaturas mascaradas tocando instrumentos musicais. Imersos na penumbra, se tornam visíveis somente sob a luz trémula das fogueiras, aparecendo e desaparecendo em uma atmosfera misteriosa e perturbadora. Estes seres singulares, cuja figura nos remete a uma forma humana que não chegamos a ver, são desconhecidos, porém familiares. Criamos com eles uma ambígua relação, colocando uma interrogação sobre as presenças que nos acompanham, mas que não chegamos a conhecer. 

Os ajudantes, 2015 Vídeo 19’26s

Os ajudantes, 2015 Vídeo 19’26s

Os ajudantes, 2015 Vídeo 19’26s

Os ajudantes, 2015 Vídeo 19’26s

Matriz e a perversão da forma– processo

Matriz e a perversão da forma– processo

Matriz e a perversão da forma– processo

Matriz e a perversão da forma– processo

Matriz e a perversão da forma– processo

Matriz e a perversão da forma, 2015, dental plaster, variable dimensions

 
 
Imaginemos uma imagem não se importar com o reflexo… ser somente incubadora, casca, matriz, movimento constante. Os Ajudantes vivem bem no escuro. O ventre é escuro, e há magia em aceitar esse ventre em todas as coisas.
Sara Ramo

Sara Ramo recorre novamente às coisas estocadas e abandonadas de uma instituição em Desvelo y Traza (2014). A instalação, com mais de 1000m2, é iluminada por pequenos focos de luz, na qual o público é levado a acompanhar uma sessão de vídeo com 20 minutos de duração. Gradualmente, a retina se acostuma com a escuridão e as imagens começam a surgir — os elementos podem ser vistos como miragens incompreensíveis, formas fantasmais nas quais o público projeta suas próprias imagens. 

 

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Desvelo y Traza, Abierto por Obras, Matadero, Madri, Espanha; Centre d’Art la Panera, Lérida, Espanha

Aparência (Feltro II), 2015

Aparência (Geometria), 2015