1921, Kozienice, Polônia — 2017, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Frans Krajcberg foi um artista plástico e ambientalista. A partir dos anos 1960, começou a criar relevos e esculturas utilizando materiais orgânicos como troncos, raízes, galhos e folhas queimadas, além de pigmentos naturais. Krajcberg também produziu fotografias, pinturas e gravuras que retratam a devastação ambiental causada pela ação humana. Ele foi um dos primeiros artistas a abordar a questão ecológica em suas obras, o que o tornou uma referência mundial em arte ambiental.
O artista participou de inúmeras exposições coletivas dentro o fora do Brasil, entre as quais se destacam: dez edições da Bienal de São Paulo; 32º Bienal de Veneza (1964); 1º Bienal de Havana, Cuba (1984); e Latin American Artists of the Twentieth Century, no MoMA, Nova York, EUA (1993). Desde o início da década de 1950 realizou exposições individuais em instituições como: MAM Rio de Janeiro (1964); Petite Galerie, Rio de Janeiro (1980); entre outras. Recentemente, a exposição antológica Frans Krajcberg: Por uma arquitetura da natureza celebrou o centenário de nascimento do artista no MuBE, São Paulo (2022) e Frans Krajcberg: reencontrar a árvore, no MASP, São Paulo (2025) integrou a programação anual dedicada às Histórias da Ecologia. Obras de Krajcberg fazem parte de importantes coleções no exterior, como MoMA e Centre Pompidou, França. As nacionais incluem: Casa Museu Ema Klabin; MAM Bahia; MAM Rio de Janeiro; MAM São Paulo; Pinacoteca de São Paulo; entre outras.
1927, Nova Friburgo, Brasil – 2004, Rio de Janeiro, Brasil
Lygia Pape produziu obras em diversos meios, incluindo pintura, escultura, gravura, design, cinema e performance, explorando a relação espaço-tempo-corpo. Nos anos 1950, integrou o Grupo Frente, sendo fundamental no desenvolvimento do concretismo e do neoconcretismo. A partir dos anos 1960 sua obra centrou-se na participação ativa do público e na experiência sensorial.
Seus trabalhos participaram mostras individuais recentes em instituições como Almeida & Dale, Brasil (2024); Art Institute of Chicago, EUA (2023); Metropolitan Museum of Art, Nova York, EUA (2017); Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2012). Entre as coletivas, destacam-se Bienal de São Paulo (1955, 1957, 1959, 1989, 1998, 2010 e 2021), além de mostras históricas como Nova Objetividade Brasileira (1967) e Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962 (1977). Suas obras integram acervos internacionais como Hammer Museum Los Angeles, EUA; Tate Modern, Londres, Reino Unido; MoMA, Nova York, EUA; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil; Pinacoteca de São Paulo, Brasil; entre outros.
1920, Soma, Japão — 2001, São Paulo, Brasil
Nascido em 1920, na pequena cidade de Soma, Japão, Tikashi Fukushima era desenhista técnico em uma fábrica de aviões em Tóquio quando decidiu se mudar em 1940, aos vinte anos, para o Brasil. No final da década, frequentou ateliês e cursos livres no Rio de Janeiro, e começou a pintar paisagens, naturezas-mortas e retratos. Sua produção figurativa passou por transformações a partir de sua transferência para São Paulo, na década de 1950, quando entra em contato com a abstração informal. Passou então a produzir pinturas abstratas com paletas de cores que remetem à coloração da paisagem ao amanhecer, ao crepúsculo ou à noite, evocando vistas de montanhas, mares e desertos.
Realizou uma individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM SP, em 1961, com texto crítico de Mario Pedrosa e folder desenhado por Wesley Duke Lee. Expôs regularmente ao longo da vida e ganhou uma retrospectiva dedicada à sua obra na Pinacoteca de São Paulo, em 2001. Sua obra integra os acervos da Pinacoteca de São Paulo, MAM SP e Museu de Arte Contemporânea da USP- MAC USP, em São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM Rio e Coleção Roberto Marinho, no Rio de Janeiro; Embaixada do Japão, em Brasília; entre muitos outros.
1913, Kyoto, Japão – 2015, São Paulo, SP, Brasil
Tomie Ohtake nasceu em Kyoto, Japão, e chegou ao Brasil em 1936. Começou a pintar aos 39 anos de idade, incentivada pelo artista japonês Keiya Sugano. Ao longo de uma carreira extensa, produziu pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras e esculturas, além de obras públicas. Seus trabalhos remetem à leveza e à precisão técnica da arte japonesa, com sóbrios jogos cromáticos e composições equilibradas. Sua poética se assenta na importância de espaços vazios, na ausência de ornamento e na obstinação da pesquisa pictórica.
Participou de inúmeras exposições individuais, coletivas e salões de arte, tanto no Brasil quanto no exterior, e recebeu diversos prêmios. Destacam-se as participações em seis edições da Bienal de São Paulo; na 36ª Bienal de Veneza (1972); na 1a Bienal de Havana, em Cuba (1984); e, recentemente, na 60ª Bienal de Veneza, Itália (2024). Sua obra integra acervos de instituições como MoMA, Estados Unidos; SFMOMA, Estados Unidos; MASP, Brasil; Pinacoteca de São Paulo, Brasil; MAC USP, Brasil; MAM Rio, Brasil; Itaú Cultural, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes, Brasil, entre outras.
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