Cildo Meireles

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, 1948

Cildo Meireles é um dos artistas originais mais relevantes do Brasil contemporâneo. Permeado por ações e proposições políticas e filosóficas, sua abordagem frente à arte conceitual é uma das influências mais marcantes no âmbito da produção artística brasileira das últimas décadas.

Ao longo de sua carreira, Cildo Meireles afirma a necessidade e até mesmo a vocação da arte de sair das instituições e dos espaços reservados a ela para ocupar e se misturar com a vida. A série Inserções em Circuitos Ideológicos (1970) é uma das empreitadas mais bem sucedidas neste sentido: durante o período da ditadura militar, o artista imprimiu frases subversivas em cédulas de dinheiro e garrafas de Coca-Cola e reinseriu esses objetos em seus circuitos cotidianos.

Em suas obras, Cildo frequentemente se apropria de objetos do cotidiano, como rodos, fitas métricas, mesas, móveis, agulhas e ferramentas para transformar e alterar suas estruturas de modo que cria situações nas quais questiona a funcionalidade e os valores de uso e de troca dos objetos, propondo novas perspectivas e sentidos para nossa relação com a realidade. Cildo diz que o papel da arte é ser o antídoto para a anestesia que interpõe o sujeito e a experiência da vida.

Suas instalações trazem claras denúncias políticas, como em Desvio para o Vermelho, apresentada pela primeira vez no Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1967. A crítica política com objetos do cotidiano é recorrente em sua produção entre 1970 e 1975, como: Árvore do Dinheiro (1969), Introdução a uma Nova Crítica (1970) e O Sermão da Montanha: Fiat Lux (1973).

Cildo Meireles foi o segundo artista brasileiro a ter uma exposição retrospectiva no museu Tate Modern, em Londres, em 2008. No ano anterior, uma exposição dedicada a Hélio Oiticica havia sido apresentada.

Inserções em Circuitos Ideológicos (Projeto Coca-Cola), 1970

garrafas de vidro e silk screen printing
24,5 x 5,7 x 2,6 cm (cada obra)

Inserções em Circuitos Ideológicos (Projeto Coca-Cola), 1970

garrafas de vidro e silk screen printing
24,5 x 5,7 x 2,6 cm (cada obra)

Jogo da velha Série A – XA/OP, 1993/94

acrílica sobre fita métrica
61 x 63 cm

In-mensa, 1982

madeira
100 x 185 x 115 cm

Metros I, 1977/92

fita métrica
medidas variáveis (42 x 46 cm)

Inserções em Circuitos Ideológicos (Projeto Coca-Cola), 1970

garrafas de vidro e silk screen printing
24,5 x 5,7 x 2,6 cm (cada)

Inserções em Circuitos Ideológicos (Projeto Coca-Cola), 1970

garrafas de vidro e silk screen printing
24,5 x 5,7 x 2,6 cm (cada)

Épuras absurdas 1A, 1999

acrília sobre tela
140cm x 140 cm

Projeto de buraco para jogar políticos desonestos, 2011

acrílica sobre tela
120 x 70 cm

Sem título, 1988

técnica mista
76 x 175 cm
Visitação mediante agendamento:
clique aqui
ou pelo telefone (11) 3882-7120
ou e-mail recepcao@almeidaedale.com.br
Segunda a sexta-feira das 10h às 18h
Sábado das 11h às 16h
Exceto feriado
Rua Caconde, 152 – 01425–010
São Paulo – SP
+55 11 3882 7120
galeria@almeidaedale.com.br